sábado, 5 de dezembro de 2015

Capítulo 7 - "Não importa como, não importa onde, eu sempre vou estar lá quando você precisar de mim."




POV Elena.

Depois da manhã maravilhosa que eu tive, onde eu senti que todos os meus problemas, medos, traumas, evaporaram com aquele beijo, aquele toque, aquele cheiro, com todas as sensações que ele me causa, eu voltei a realidade quando estávamos sendo perseguidos pelos capachos do Edgar. 
Neymar estava acelerando cada vez mais, eu estava cambaleando no banco, de tantas viradas que ele estava fazendo, chegou uma hora que eu não sabia nem onde eu estava, ainda tinha um carro atrás de nós. Meu coração acelerado, parecia que ia sair pela minha boca, eu estava com medo, mas não apavorada como eu ficaria antes, eu sei que o Neymar não iria deixar nada me acontecer, porque até nos piores momentos ele ainda é meu ponto de paz.
Estávamos chegando em um terreno, que parecia mais uma fábrica abandonada a muito tempo.
Neymar parou o carro de qualquer jeito, e pulamos para fora, ele me puxou pela mão, saímos correndo, até um local onde havia várias caixas, máquinas quebradas. Até que vimos uns carros parados, e um cara saiu de dentro, ele era familiar de algum lugar, mas não conseguia me recordar, não agora. 
— Olha você vai ter que ir com ele Elena, aqui é muito perigoso para você! — Encarei-o, e assenti. — Olha Guilherme você já sabe para onde levá-la, ok?! Depois eu alcanço vocês! 
— Mas, e você? 
— Eu vou dar um jeito nesses caras Elena.
— Eu não saio daqui sem você! 
— Mas você vai sair daqui querendo ou não! Vai logo!
— Eu não vou, eu já disse! Neymar é perigoso, esses caras são perigosos!
— Elena sai daqui agora! — Ele me olhou como nunca tinha me olhado, ele estava com raiva, seus dentes estavam rangendo. Ouvimos barulho de pneus queimando no asfalto. — Vai logo Elena!
— Não vou! — Eu não sei o que eu tava fazendo, mas não posso deixá-lo aqui, não consigo, meu coração estava prestes a sair pela minha boca, eu estava com medo sim, mas não tanto quanto eu sentia antes de conhecê-lo. — Vamos comigo, por favor. Não quero que nada te aconteça. — Já estava preste a chorar, meus olhos ardiam, eu estava com medo por ele, não queria que nada acontecesse com ele.
— Não vai acontecer nada comigo, eu prometo! Agora vai com o Guilherme depois eu te encontro. — Quando eu ia protestar, ele já estava me carregando e me colocou dentro do carro, como se eu fosse uma criança mimada, fazendo birra. — Guilherme corre, não deixa ninguém te seguir, depois eu encontro com vocês! 
— De boa cara. — Guilherme entrou no carro. — Pega isso daqui só por precaução! — Ver o Guilherme entregando uma armada pro Neymar me fez estremecer por inteira.
—  Valeu cara. — Fez um toque lá com o Guilherme e voltou sua atenção para mim. — Ei, eu vou ficar bem, relaxa. — Neymar selou nossos lábios, e o Guilherme deu partida, só deu tempo de ver o Neymar parado olhando pra trás. Meu coração estava apertado, estava morrendo de medo de que algo possa machuca-lo, ou até mesmo matá-lo. Fechei meus olhos com esse pensamento, minha cabeça latejava, e lágrimas rolavam. Só conseguia pensar: Não posso perdê-lo, ele é a única coisa que me faz feliz agora.
— Ei, relaxa, Neymar sabe se cuidar muito bem, ele vai ficar bem pode acreditar! Ele já passou por situações muito piores. — Guilherme disse tentando me tranquilizar. Sorri.
— Que tipo de situações? — Perguntei curiosa, no fundo eu quero saber mais do Neymar.
— Ah acho que são coisas que ele mesmo tem que te contar, mas te garanto foram bem piores. — Guilherme sorriu e eu retribui. Fiquei com isso na cabeça que situações ele passou antes de me conhecer? Eu to com um cara que eu não sei nada sobre ele.
— Gui você sabe algo sobre a vida do Neymar?
— Ah Elena, eu e o Neymar somos amigos desde pirralhos, então eu vivi com ele praticamente a minha vida toda.
— Ah sério? E decidiram seguir a mesma profissão?
— Mais ou menos, até que foi bem engraçado como acabamos trabalhando juntos.
— Me conta, como foi?
— Ih vamos ter que deixar pra outro dia Elena, acabamos de chegar. — Estávamos em frente a uma casa, simples, mas muito fofa, e pelo jeito super arejada, com muito ar puro. Em um bairro tão tranquilo bem longe do caos da cidade. Entramos, a casa por dentro era super bem arrumada, bem decorada.
— Sinta-se a vontade Elena, a casa é sua, daqui a pouco o Neymar deve estar chegando por aí.
— Obrigada. — Sorri. Mas por dentro estava morrendo de medo, meu coração estava apertado, estava com um nó na garganta, meu pensamento estava no Neymar, como será que ele tá?

POV Neymar.

Logo depois que o Guilherme saiu com o carro levando a Elena, fiquei um pouco mais tranquilo, em poucos segundos os caras já estavam na minha frente. Eu estava morrendo de ódio desses filhas da puta!
— Porra, vocês estão loucos? Vocês querem o que? Que eu mate vocês? — Estava alterado já, minha vontade era de meter bala nessas porras.
— Porra digo eu Neymar, agora que você virou bonzinho, não tem mais poder sobre nós. Nós só seguimos ordens de uma pessoa.
— Edgar.. — Rosnei falando o nome dele. 
— Isso mesmo, nós obedecemos a ele, já que você pulou fora.
— Eu não pulei fora porra nenhuma, aquilo não era certo. Porra, Edgar está louco. E ah deem um aviso pra ele. Se depender de mim, ele nunca mais encosta em um fio de cabelo da Elena.
— Neymar você vai se arrepender de ficar contra ele! Você sabe o que acontece quando alguém está contra Edgar.
— Ele não vai fazer nada comigo, eu sei me cuidar. E se quiser ele que venha atras, vou ter o maior prazer em ver ele.
— Você vai se arrepender disso Neymar.. Pode ter certeza! — Eles entraram no carro e foram embora. Respirei aliviado. Entrei no carro, dei uma enrolada pelas ruas, só pra ter certeza que eles foram embora mesmo, e depois corri pra encontrar a Elena, já estou morrendo de saudade de tê-la nos meus braços, porra o que essa mulher fez comigo?
Estacionei o carro de qualquer jeito e corri pra dentro, vi Elena de costas, se despedindo de seu pai pelo FaceTime. Depositou o seu celular no balcão, e se virou, quando me viu seus olhos brilharam, abriu o sorriso mais lindo que eu já vi. Ela correu e se jogou nos meus braços, envolvendo seus braços no meu pescoço. Abracei-a forte, estava sentindo seu coração acelerada, senti sua barriga tremer, e senti meu ombro molhado.
— Ei calma, eu to aqui anjo. — Soltei-a e fiz ela me encarar, suas bochechas estavam vermelhas e encharcadas de lágrimas, seus olhos estavam pequenininhos, até assim ela consegue ser linda. Limpei suas lágrimas com meus polegares.
— Eu senti tanto medo de te acontecer alguma coisa, ainda mais por culpa minha. — Dizia em meio aos soluços.
— Anjo, eu to bem, nada vai acontecer comigo. E eu sempre vou fazer de tudo para te proteger.
— Eu fiquei com tanto medo. — As lágrimas voltaram a cair, sua expressão mudou totalmente ela estava apavorada, acho que agora sua ficha estava caindo. Puxei-a para um abraço apertado, até seu choro cessar, levantei seu queixo e a beijei-a, passei toda segurança que eu consegui nesse beijo, todo carinho, toda paz. Prologamos o beijo até onde aguentamos, encerrei o beijo com vários selinhos que fizeram-a sorrir. A soltei, deixando ela de frente pra mim.
— Meu anjo, não precisa ter medo, porque eu sempre vou estar aqui para te proteger. Não importa como, não importa onde, eu sempre vou estar lá quando você precisar de mim.  Acaricie seus cabelos lisos, e depositei um beijo em sua testa.
— Eu adoro você, obrigada por tudo, por ser tão perfeito. — Sorri ouvindo as palavras dela, ela teve a iniciativa de me beijar, não sei como, mas estou cada vez mais viciado nesse beijo doce dela, o bailado de nossas línguas é perfeito, estamos totalmente em sintonia um com o outro, encerrei o beijo, puxando seu lábio inferior com os meu dentes.
— Eu também te adoro meu anjo. — Sorrimos. — E cade o Guilherme? Ele não deveria estar aqui cuidando de você?
— Ele estava, mas quando comecei a falar com o meu pai, ele disse que precisava sair um instante mas que eu não precisava me preocupar, por que aqui ninguém ia me achar.
— Ah sim, depois vou dar uns esporros neles, não deveria ter saído coisa nenhuma. — Ela riu, me fazendo sorrir.
— Calma amor — Sorri. — Deixe ele, e eu estava totalmente segura mesmo, não tem necessidade.
— Ta bom, agora vem comigo, tenho uma surpresa pra você! — Estendi a mão pra ela, e ela pegou, entrelaçando nossos dedos,
— Vamos porque eu estou muito curiosa. — Sorrimos, saímos da casa, entramos no carro, antes eu liguei pro Guilherme pra avisar que eu já estava com ela, dei partida, fomos conversando até chegar no local, saímos do carro, entramos no prédio, cumprimentei o porteiro, fomos direto para o elevador, fomos até o terraço, a expressão da Elena estava indecifrável, quando chegamos ela ficou totalmente surpresa.
— E aí gostou? — Perguntei com um certo receio.
— Não acredito! — Sorriu.





Olá amores, eu sei, eu sumi né? Mas tenho uma explicação pra vocês. Gente eu estava em final de semestre, ai estava correndo estudando igual uma louca, fazendo trabalhos, fazendo provas.. enfim, fiquei totalmente sem tempo e sobrecarregada. Porém fiquei de férias tem duas semanas, mas estou ajudando a minha amiga a estudar e tirei uns dias pra descansar. Mas aí está o capítulo, espero que vocês gostem, comentem por favor, opinem, falem o que vocês querem, enfim isso é muito importante pra mim, e para o desenvolvimento da história. Agora que já estou de férias, dependendo da quantidade de comentários haverá duas postagens por semana uhuuul!! Mas tudo depende de vocês. Divulguem o blog meninas!!
Beijos da Cami 

domingo, 1 de novembro de 2015

Capítulo 6 - “E no meio de toda a loucura, ela encontrou o lugar onde havia paz, e esse lugar, era dentro do abraço dele.”





E se passou uma semana, minha convivência com o Neymar melhorou muito, estamos bem, realmente ele me faz muito bem. Fizemos tantos passeios, e a cada dia ele me surpreende mais. Às vezes ele age de um jeito estranho, mas eu tento não pensar muito nisso, vai que é só paranoia da minha cabeça né? Mas não tenho do que reclamar, este homem é maravilhoso.
Falo com o meu pai todos os dias, ele me parece mais tenso, mas toda vez que eu pergunto ele me fala que está tudo bem. A situação da minha irmã está a mesma, ela longe de mim, porque o desgraçado do Edgar, está a minha procura, parece que ele não cansa de torna a minha vida um inferno. Então até tudo se resolver, vou ter que conviver com a distância, sofro todos os dias com a saudade dela.
Bom agora já me estabeleci melhor, contratei uma mulher a Marcia que vem aqui duas vezes por semana para deixar tudo em ordem, porque uma coisa que eu não tenho o menor jeito é para ser dona de casa, e para a minha sorte, Neymar é um ótimo cozinheiro. Até que estou gostando de morar em Manhattan, mas estou sentindo tanta falta do calor, da praia, do mar...

Segunda-feira 12/10/2012.
09h00 am.

Acordei enrolada com braços e pernas, estava me sentindo sufocada, com calor. Me virei para encara-lo, alisei seu rosto, meu polegar deslizou no seu lábio inferior. Por mais que eu estava sufocada, eu gosto de ficar dentro de seus braços, sentindo seu calor, ouvindo as batidas descompassadas de seu coração.
— Bom dia, baby. — O olhei, e ele estava com seus olhos verdes grudados em mim, sorrindo.
— Bom dia. — Sorri, levantei um pouco e lhe dei um selinho.
— Sabe, no meio de toda essa loucura, acho que a gente ainda consegue ter esse nosso tempo de “pessoas normais.” — Riu.
— É porque no meio de toda essa confusão, por alguma obra do destino, eu encontrei... — Disse enquanto acariciava, seu peito nu.
— Encontrou o que? — Perguntou, intrigado.
 Olhei-o, sorri e o abracei, deixando minha cabeça no vão do seu pescoço, onde depositei um beijo, e cochichei bem perto do seu ouvido. — Meu ponto de paz. — Sorri e senti que ele sorriu também. Ele me apertou contra seu corpo, e começou a distribuir beijos pelo meu pescoço, sorriu de leve quando percebeu que conseguiu me fazer arrepiar por inteira. Com apenas um movimento dele me encontrei por baixo de seu corpo, ele apoiando seu peso nos seus braços. Ele me beijou, um beijo quente e voraz, sua língua procurava pela minha, minhas mãos o puxavam para o meu corpo, eu o queria, eu precisava, eu o desejava, precisava te-lo dentro de mim. 

                             ****
                      Neymar - POV.

O beijo dela me acendeu por inteiro, quero me perder nela, e como ela disse: meu ponto de paz. Ahh baby, você também é meu ponto de paz, você é a minha perdição. Sua beleza natural, uma deusa, com um toque de inocência, mas sexy, muito sexy.

Minhas mãos começaram a passear pelo seu corpo, acariciando, apalpando, apertando, só para ter certeza se é real, se ela é real. Minhas mãos foram direto a suas belas pernas, e quando voltaram trouxeram com elas, seu baby-dool de cetim, que em poucos segundos já se encontrava no chão. 
Ela estava ali, só para mim, com uma única mini peça em seu corpo, seus seios fartos descobertos, livres, chamando pela minha boca. Oh Deus! Essa mulher é minha perdição! O que eu fiz de bom, para merece-la? Ela é tão pura, inocente. E eu sou tão fodido.

Minha boca largou a sua, para explorar seu corpo. Minha boca fez uma trilha de beijos, chupadas e mordidas, da sua boca, até seus ombros, deixando leves marquinhas na sua pele macia, bronzeada.

Minhas mãos estão em sua costela, enquanto minha boca se perde em seus seios beijando, mamando, lambendo, chupando, enquanto escuto os gemidos dela, que é a mais bela canção para os meus ouvidos. Suas pernas entrelaçadas em volta da minha cintura, me dando livre acesso ao seu delicioso corpo, e chocando os nossos sexos, isso me deixou mais louco por ela ainda.

Minhas mãos exploram seu corpo, descendo até sua cintura, encontrando seus quadris, indo direto para sua bunda perfeita e empinada, apertando-a, enquanto minha boca se perde no gosto dos seus seios. Oh, estou em êxtase.

Preciso me perder nela, agora. Suas mãos levadas, já estão tentando tirar minha boxer preta, com uma pequena ajuda minha, ela consegue e sorri vitoriosa, com seu rosto angelical. Ela acaricia minha extensão ereta com a ponta dos seus dedos, mordendo seu lábio inferior. Rapidamente tiro sua mini calcinha branca, rendada, extremamente sexy, que ainda se encontrava em seu corpo, cobrindo o caminho para o paraíso.
Minha boca deixa seus seio, lhe rouba um beijo delicioso, e desce, trilhando beijos pelo seu pescoço, sua barriga, chegando lá, deposito apenas um beijo molhado, fazendo-a suspirar.
Em um movimento agiu, ela consegue ficar em cima de mim, seu sexo está sobre o meu, ela rebola fazendo os dois se chocarem. Eu reviro os olhos, preciso te-la. Porém ela quer me tortura sinto isso no seu olhar. Elena se afasta para trás, tendo sua visão completa sobre mim. Ela morde os lábios contendo o seu desejo. Ela passa sua mão pela minha masculinidade, acariciando cada veia pulsante, que está implorando por ela. Ela me lança um olhar de criança que vai aprontar, sem eu ao menos esperar, ela se inclina e deposita um beijo sobre meu pênis, levando-o para sua boca, seus lábios em um movimento giratório, que vai da ponta do meu pênis até a base, ela cobre todo o meu pênis, com seus lábios carnudos, me fazendo gemer. Flexiono os quadris para sua boca gulosa, enquanto ela meu suga ferozmente, com o movimento de vai e vem, me deixando completamente louco e em êxtase. Ela me leva aos picos mais altos do prazer. 
Eu a puxo rapidamente, colocando-a por baixo do meu corpo, pego o preservativo, que estava em cima da mesinha. Eu rasgo, e ela coloca com toda a sua delicadeza no meu pênis. Eu beijo-a, e deslizo para dentro dela,  ela é tão apertada. Seu sexo envolve o meu, nos levando à loucura, e o pico do prazer. Só se ouve nossos gemidos descompassados, enquanto eu me movo dentro dela, ela flexiona seu sexo, fazendo com que houvesse um atrito, nos dando mais prazer. 
Estamos unidos, formando apenas um, é muito mais que corpo, carne, desejo, é muito mais intenso que isso, é uma união de almas, de corações. Depois de mais alguns movimentos, chegamos ao ápice juntos. Meu corpo fica por cima do dela, suas mãos envolta do meu corpo, me abraçando, meu rosto no vão do seu pescoço. Ficamos nessa posição tentando controlar nossas respirações. 
Levanto meu rosto para encara-lá e a encontro sorrindo, sorriu também. Depois de alguns minutos eu saio de dentro dela, tiro o preservativo, e o jogo no lixo. Deito de novo, e a puxo para mim, colando nossos corpos extremamente suados. Nossos rostos estão próximos, e ela faz tipo um beijinho de esquimó, me fazendo sorrir. Acaricio seu rosto totalmente angelical, apreciando cada detalhe. Essa sua beleza extraordinária, sua inocência, sua aparência de... Anjo, me deixa completamente bobo. Eu não sei o que acontece comigo, mas quando estou com ela, de alguma forma, ela me faz querer ser alguém melhor, alguém bom. Ela é um verdadeiro anjo, o meu anjo. 
— Oh Elena, eu quero você... — Digo, a encarando. Olhando nesses seus olhos, que me fazem me perder.
— Você já me tem.. — Sua voz suave, que me acalma. Meu olhar se escurece só de pensar que outro alguém pode te-la.
— Mas eu quero, só para mim. Eu quero que você seja só minha. — Digo sem pensar, mas com medo. Tenho medo que ela se assuste com o meu jeito egoísta e com a minha possessividade.
— E eu sou só sua.. — Me surpreendo com sua resposta, me fazendo sorrir, e eu sinto verdade em suas palavras, do mesmo jeito que eu transmiti as minhas.
— Vem vamos para o banho! — Sento na cama, e a puxo pelas mãos.
— Ah não, aqui está tão gostoso. — Toda manhosa, ainda deitada, nua. Não resisto, e a beijo. Seu corpo se amolece ao meu toque, com isso, peguei-a no colo, para sua surpresa, levando-a para o banheiro, enquanto ela gargalha. O som da sua risada, virou o meu som preferido, eu faço de tudo para ouvi-lo, fico ainda mais feliz se eu for o motivo dela.
Depois da nossa manhã cheia de amor, repomos nossas energias no café da manhã. Depois que terminei de guarda o último copo, encontro Elena no sofá, com sua preguiça matinal.
— Ih pode levantando dai, porque vamos sair. — Estendo minha mão para ajudá-la a levantar.
— Ah vamos? — Ela arqueia a sobrancelha, eu afirmo. — E pra onde nós vamos? — Pergunta curiosa.
— Surpresa, anjo! — Ela faz biquinho, tentando me convencer, mas em vez disso, eu a beijo. Estou a cada dia mais viciado no seu beijo doce.
Nos arrumamos, peguei a chave do meu carro, andar com motorista não é pra mim, definitivamente. Descemos até a garagem, abro a porta para ela, e entro, e dou partida, saindo da garagem do nosso prédio pegando a avenida.
— Você não vai me falar mesmo aonde estamos indo amor? — Sorrir ao ouvi-la me chamando assim.
— Não vou falar e nem adianta fazer seus biquinhos, porque dessa vez não vai funcionar baby! — Ela revirou os olhos e eu rir. Ela começou a procurar uma rádio, até encontrar uma que a agradou, e estava tocando We can't stop, da Miley Cyrus. Ela começou a cantar animadamente, e dançar dentro do carro, enquanto eu só ria dela, e participava em algumas partes, enquanto ela gravava vídeos nossos em seu celular. Mas percebi um movimento estranho atrás de nós, virei na rua seguinte, e viraram também, e por mera coincidência eram dois carros BMW X1, Edgar só possuía carros deste modelo. Estão nos seguindo, nos acharam.
— Porra! — Bati no volante, Elena me olhou assustada, a raiva me possuía.
— O que foi? — Me olhou preocupada.
— Estão nos seguindo, me passa meu celular, rápido! — Ela me entregou meu celular, disquei pro Guilherme, no segundo toque ele atendeu:
— Fala cara!
— Estão nos seguindo Guilherme, me manda reforços, eu quero acabar com esses filhas da puta! 
— Porra! Vou mandar reforços agora, e eu estou indo também, onde vocês estão? — Eu disse o nome da rua, e para onde nós estamos indo e desliguei. Porra eu não posso ter um momento de paz com a minha garota! 
Elena estava com seu olhar amedrontado, eu sabia que ela estava apavorada, mas eu nunca vou deixar que nada aconteça com ela, nunca. 
— Ei. — Chamei sua atenção e ela olhou pra mim. — Nada vai acontecer com você, eu to aqui, e sempre vou te proteger! — Ela sorriu.
— Eu sei disso, eu confio em você. — Sorri, e a beijei rapidamente no sinal. Ela entrelaçou nossos dedos, segurando firme na minha mão.
— Agora se segura, porque vamos correr. — Ela apertou o cinto, e eu acelerei....



Olá amores, adivinhem quem voltou? Eu mesma, minha semana de provas acabou, graças a Deus, como faltam poucas semanas para acabar as minhas aulas, vou postar frequentemente aqui. Fiz esse capítulo grandão pra vocês, e espero que gostem, comentem muito, que com um bom número de comentários (construtivos) eu posto mais rápido.
Bom é isso, divulguem o blog meninas!! Beijos da Cami. ❤️

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Capítulo 5 - “Enquanto puder vou trazer o melhor que há em você.”






— Ok, quer saber quem não quer agora sou eu! Você tem razão não podemos fazer isso, até por que eu mal te conheço, e não sou de me envolver com qualquer um. — O olhei com raiva.

— Não sou qualquer um! — Retrucou, se aproximando de mim.
— Não me importa, mas eu não quero mais. — Empurrei o mesmo, e sair andando.
— Elena! — Me chamou, mas nem dei ibope, fui pro meu quarto, bati a porta, fui direto ao banheiro, preciso de um banho para me acalmar. Sai do banho, coloquei meu traje super fino, feito com seda, ele é quase transparente, porém deixa desfocado, seu tom é um vermelho, bem sangue, voltei ao meu quarto. Me assustei quando vi quem estava sentado na minha cama.
— O que você quer? — Ele não me respondeu. Seus olhos me fitavam, ele me olhou de cima a baixo. Ele me desejava... Eu tinha certeza, mas por que ele fugia? Chamei-o outra vez, até que ele me escutou.
— Oi? Ah... É.. Coloque uma roupa primeiro, por favor. — Se virou.
— Não quero colocar uma roupa agora. Me fale logo! — Eu até poderia colocar uma roupa, mas não iria perder a chance de provocá-lo, não é?
— Elena por favor, coloque uma roupa, senão não vou conseguir falar.
— Ué, estou com a sua boca agora? — Senti que ele revirou os olhos e bufou.
— Ok, eu volto depois! — Ele ia saindo.
— Neymar? Espere!
— Oi? — Se virou, mas colocou a mão sobre os olhos, ri.
— Tira a mão dos olhos idiota! 
— Não posso! — Gargalhei.
— Por que não?
— Por que... Por que você sabe, Elena.
— Não eu não sei... — Me aproximei dele, e tirei sua mão sobre seus olhos. — Me diga, por que? — Realmente eu não sabia o que estava havendo comigo, eu só sei que eu desejava esse homem, e precisava tê-lo. Ele faz com que o meu juízo se evapore, em minutos. Seu sorriso me alucina, seu cheiro me embriaga de um modo, que por pouco não entro em overdose, e seu olhar, ahhhh.... Esse olhar que me aquece e me desconcerta por inteira... Se homem faz meu sexo latejar sem ao menos me tocar.
— Quer saber mesmo? — Assenti, encarando-o seus olhos. — Foda-se tudo! — Não entendi, mas em poucos segundos seu lábios carnudos já estavam sobre os meus, sua língua invadiu minha boca de um jeito selvagem. Sua mão foi para minha nuca, e a outra para minha cintura, me puxando cada vez mais para ele, colando cada vez mais nossos corpos, nossos sexos já estavam colados, já sentia sua ereção, intensificamos cada vez mais o beijo, mas a falta de ar deu sinal, fomos parando aos poucos, ele sugou meu lábio inferior, de um jeito tão sexy, que me fez soltar um gemido abafado. 
— Elena, agora eu preciso ir! — Ele saiu correndo para o quarto, com uma mão no meio das pernas. Fechei a porta me joguei na cama, pensei em tudo que acabou de acontece e gargalhei. Meu Deus que homem é esse? 
Me arrumei, e desci para a sala, para esperar o Sr. Neymar bad-boy. Depois de um tempo ele desceu, não aguentei e rir, da sua cara.
— Tu rir né, besta! — Me deu um tapinha na testa, mostrei a língua retrucando.
— Claro, vou chorar? — Ele sentou-se ao meu lado, mas a expressão do seu rosto havia mudado, ele estava sério.
— Elena a gente não pode se envolver.
— Ok Neymar. É isso? Já acabou? Já me deu um fora. Então ótimo! Vou sair pra comer! Tchau. — Me levantei do sofá, em uma questão de segundos, já estava abrindo a porta, quando uma mão, tratou de fechá-la antes.
— Eu disse que não podia, não que não queria. — Disse com a cabeça no vão do meu pescoço, bem perto da minha orelha, que resultou em um arrepio pelo meu corpo. Me virei e encarando-o.
— Você me deixa confusa. — Revirei os olhos.
— Pois é, eu tenho esse efeito nas pessoas. — Se gabou e eu revirei os olhos de novo. — Ah Elena, você não tem noção de como eu quero você...
— Sim eu tenho noção, por que eu te quero na mesma proporção. — Minhas mãos, se entrelaçaram envolta de sua cintura. Sua mão que estava segurando a porta, já estava me puxando para mais perto dele. — Você é o tipo certo de cara errado. Você me cheira a encrenca.
— Por que eu sou. — Fechou os olhos, colei mais ainda nossos corpos, e sussurrei no seu ouvido.
— E eu sou o tipo que ama uma encrenca! — Depositei um beijo em seu pescoço, e o encarei. O encontrei sorrindo, sorri de volta, e o beijei, esse beijo tão bom... 

Acabamos de sair do restaurante, bom como já estava a tarde, digamos que o nosso almoço foi mais pra quase café da tarde, isso que acontece quando você tem um cara maravilhoso que tem um beijo maravilhoso, com uma pegada maravilhosa em casa. 
Decidimos ir a um parque, que eu fiquei encantada quando vi. Passamos a tarde toda e o início da noite no parque, fomos em todos os brinquedos possíveis. Neymar me obrigou a ir na montanha russa, e na querida roda gigante, quase morri de medo e o besta ficava rindo da minha cara, não soltei a mão dele um segundo se quer, quem via de longe pensavam que éramos um casal de verdade. Fomos no carro bate-bate que nos arrancou várias risadas, me deixou toda descabelada, mas está valendo. Fiz o Neymar ganhar um urso gigante pra mim, e não é que ele ganhou? Me apaixonei. Comemos, tudo quanto é doce, e ele amava me sujar, fiquei toda grudenta. Trocamos vários carinhos a tarde toda, e na real, eu estava amando isso, tinha tanto tempo que eu não me divertia assim, e o Neymar... Ahh ele tem o dom de me fazer esquecer de tudo, é como se existisse apenas nós dois. 
Voltamos para casa exaustos. Me joguei no sofá com meu urso do lado.
— Êh preguiça. — Riu. — Vou tomar banho, já volto. 
— Ta bom, eu vou também to toda grudenta. — Rimos. 
Fui direto pro meu quarto, separei uma roupa básica, super confortável de ficar em casa, não estava mais afim de sair. Tomei um banho relaxante, coloquei minha camiseta dos Beatles, sim sou fã deles, e um shortinho de dormir, não queria nada me apertando, e coloquei um par de
meias quentinhas. Peguei meu celular, entrei no Instagram, só pra ver as novidades, rolei o feed e não vi nada de mais, e acabei postando uma foto que o Neymar tirou minha no parque.

@elenatrindadee: Ah tristeza... A gente se esbarra por aí, outro dia, outro século, outra vida. Hoje não! 💭




Nem olhei os comentários, decidi ir no quarto do Neymar, abri a porta e o encontrei jogado na cama só de bermuda, mexendo em algo no celular.
— Oi.
— Oi.
— Vim te perturbar, estava entediada.
— Fiz careta, e ele riu.
— Vem cá então. — Me joguei do lado dele, ele colocou o celular na mesinha que tinha do lado da cama dele, e me abraçou, me aquecendo.
— Sua companhia me faz bem. — Disse sem pensar.
— A sua também, na verdade, você é uma das únicas pessoas que conseguem tirar o que tem de bom em mim, Elena. 
— E você tem algo de ruim? Por que olha eu desconheço algo de ruim em você viu. — Ele riu e eu sorri. Esse riso me enche de alegria por dentro. Meus dedos faziam carinho em seu peito nu, enquanto ele brincava com o meu cabelo. 
— Ah Elena, eu tenho tanta coisa de ruim... — Seu tom de voz era triste, e isso me entristeceu, o olhei, coloquei minha mão em seu rosto, acariciei.
— Todos temos coisas ruins em nós, mas sempre encontramos alguém, que desperte em nós as coisas que boas, que nós temos, e as fazem florescer, com isso o nosso lado bom sempre se sobressai.
— Mas no meu caso, o lado ruim se sobressai, tenha certeza disso.
— Eu discordo sabia? Eu tem conheço ao o que? Uma semana? Menos? E eu só conheci seu lado bom até agora, você só me fez bem.
— É porque você consegue tirar tudo de bom que eu tenho. — Sorri, e o beijei, um beijo calmo, só queria transmitir o quanto ele me fazia bem, o quanto ele me traz paz. 
E enquanto puder vou trazer o que há de melhor em você.



Bom meus amores, eu demorei mas postei, vim avisar também que estou em semana de provas, então não vou poder postar direto, mas vou tentar ao máximo, não ficar muito tempo sem postar, espero que me entendam, e não me abandonem! Comentem, divulguem, porque se houver um bom número de comentários (construtivos) eu dou um jeito de postar mais rápido. Beijos da Cami. ❤️

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Capítulo 4 - "Eu nunca quis ter nada na vida, que eu não fosse suportar perder."




Estava na minha casa, ué, estranho como vim parar aqui? 
— Filha? Elena? — Olhei para trás e vi a minha... Mãe? 
— Mãe? — Corri para abraçá-la. — Ah que saudades mamãe. Sinto tanta a sua falta, volta pra mim, eu preciso da senhora, por favor mãe...
— Oh minha querida, eu te amo tanto, não posso voltar meu amor, mas estarei sempre aqui oh. — Apontou para o meu coração. — Nunca se esqueça meu amor, sempre estarei com você... Mas infelizmente na estrada da vida somos todos passageiros, tudo que nasce morre, tudo que vem se vai... Essa é a lei da vida meu amor, as lembranças sempre vão ficar, mas eu meu amor, eu vou embora... Mas o meu amor por você... Ahh... O meu amor não vai ter fim! — Chorei, só conseguia chorar, até que vi Edgar.. Ah não meu Deus, não deixa ele tirar ela de mim, de novo não...
— Mãe corre, sai daqui, mãe por favor, vai embora, o Edgar está aqui bem atrás de você, corre mãe por favor... — Eu implorava, mas ela continuava no mesmo lugar, parecia até que não me ouvia.. Até que ouvi o bendito tiro outra vez... Ahh não, NÃO, NÃO. Deus por favor, não tira ela de mim, de novo não... E de repente ela estava caída na minha frente, e seu sangue escorrendo. — Mããããããe, mãe, mãe... — gritava o mais alto que conseguia... — Mãe volta pra mim, mãe por favor.... — Me debrucei em cima dela, e só fiz chorar, chorar, chorar... — Oh mamãe o meu amor por você não terá fim! Onde estiver olha por mim, tudo que passou do meu lado estará para sempre guardado dentro do meu coração! — E pela última vez sentir seu cheiro...
— Ela morreu, e o seu destino vai ser o mesmo, o seu destino e de toda a sua família... — Edgar cuspia essas palavras em cima de mim, com tanto ódio e rancor dentro de si.
— NÃO, NÃO, NÃO, SAI DAQUI EU ODEIO VOCÊ... EU ODEIO VOCÊ, VOCÊ É UM MONSTRO!!!!!! — Gritava, minha garganta doía, e eu já não tinha mais forças pra nada... Até que escuto alguém chamando por mim...
— Elena... Elena acorda, pelo amor de Deus. — Neymar pedia, enquanto passava as mãos pelos meus cabelos que estavam grudados na minha testa suada, meu rosto estava encharcado de lágrimas...
— Elena, você está bem? Me diga, o que houve? Fale comigo Elena por favor... — Pedia desesperado, mas eu não conseguia pronunciar uma palavra sequer, só conseguia chorar. Fui surpreendida por um abraço, um abraço aconchegante, e que me transmitia tanta segurança, e calma... Ficamos abraçados por um bom tempo, só se ouvia o barulho dos meus soluços. Ele estava com as costas apoiada na cabeceira da cama, e minha cabeça estava no peito dele, sua camiseta já se encontrava molhada com as minhas lágrimas... Seu braço me puxava cada vez mais para ele, toda vez que eu soluçava, e com o outro braço ele acarinhava meus cabelos... Fui me acalmando depois de um tempo, ouvindo as palavras dele “Ei eu estou aqui, calma, vai ficar tudo bem, eu prometo...”
— Obrigada ... — Foi a primeira palavra que consegui pronunciar. Me levantei, me sentando de frente para ele, fazendo um coque no meu cabelo e secando meu rosto.
— Obrigada pelo o que?
— Por me acordar e ficar comigo.
— Não precisa agradecer, não sei o porque, mas eu sempre quero te ver bem Elena. — Sorri. — Agora vem aqui. — Me puxou pela cintura, fazendo-me deitar de novo em seu peito. E eu não recuei, já estava calma, mas ficar no braços dele me faz um bem tão grande, que eu não quis sair, apenas ficar ali, sentindo sua proteção, sentindo seu calor, ouvindo as batidas descompassadas do seu coração. — Me conta o que foi que aconteceu.. 
— Eu tive um pesadelo, quero dizer mais outro como sempre, mas dessa vez foi tão real... — Fechei os olhos tentando esquecer essas imagens que ainda pairavam pela minha mente.
— O que acontecia nesse pesadelo? — Me perguntou levantando meu queixo, fazendo-me encará-lo, e olhar aquelas duas bolas verdes brilhantes, que me aquecem por dentro.
— Eu vi Edgar... E ele matava a minha mãe, de novo, eu vi a minha mãe caída no chão e seu sangue escorrendo pelo chão, mas antes disso ela me disse palavras tão bonitas, como sempre fez, ela tinha o dom das palavras, ela sabia de tudo, ela sabia sempre o que eu precisava escutar, não importava qual a situação que eu estava passando, ela sempre me falava as coisas certas, e nesse sonho não foi diferente, ela só me falou o que eu precisava ouvir, até Edgar vim e estragar tudo outra vez, como ele tem feito até hoje na minha vida... — Já estava chorando outra vez.
— Elena, ele não vai mais te fazer nenhum mal, eu não vou deixar! Edgar vai ter o que merece, ele vai pagar por todo esse sofrimento que ele está te causando! Agora a sua mãe, eu tenho certeza que ela continua sempre com você, te protegendo onde quer que ela esteja. Suponho que isso seja a vida as pessoas vem e vão, muitas vezes, sofremos muito, mas um dia tudo se transforma em um grande aprendizado, e as lembranças boas, sempre irão com você, porque lembranças boas a gente nunca esquece, e de algum modo ela sempre estará com você. 
— Eu nunca fui muito boa com perdas. Provavelmente meu coração nunca irá lidar bem com a ida de pessoas amadas. Eu nunca quis ter nada na vida que eu não fosse suportar perder. Mas isso parece impossível, até por que tudo que eu tenho, tudo que eu quero é consigo, no final, eu acabo sem, e fico sozinha de novo.
— Mas agora você não está mais sozinha. Eu estou com você! Não irei te deixar sozinha, eu te prometo.
— Você só está comigo por que recebe para isso. Não me prometa algo que você não irá cumprir, Neymar, eu nem te conheço direito, e quando isso tudo acabar você irá embora, como todos os outros... — Neymar me puxou, com força o bastante para me fazer ficar a poucos centímetros de distância do seu rosto, já sentia sua respiração.
— Ahhh Elena, você não me conhece... Não diga coisas, que você não sabe... — Seus olhos encaravam os meus. E essa intensidade dos nossos olharem, me deixaram com o coração acelerado, e com a respiração descontrolada. Eu estava o desejando, queria seu beijo, queria senti-lo. Meu corpo estava em chamas, seus braços me apertaram contra seu corpo e isso só fez aumentar meu desejo por ele, colocou seu rosto no vão do meu pescoço, sentir sua respiração bater na minha pele, me arrepiava. Mas de uma hora para outra ele mudou, e se afastou, me deixando frustada. E logo me vi sem os seus braços envolta de mim. Ele já estava em pé na minha frente. — Eu acho melhor eu ir, já que está mais calma. 
— É, você tem razão, é melhor mesmo. — Ele me recusou, ele não me quis, e isso me fez sentir raiva. Ele depositou um beijo calmo em minha testa, e saiu, e nessa hora, senti algo estranho, de algum modo eu o queria, mas sou muito orgulhosa para confessar isso, ainda mais depois disso. 
Cai no sono, depois de muito pensar em como vou encará-lo depois dessa cena, meu sono foi leve e tranquilo, graças a Deus sem pesadelos. 
Despertei por vontade própria, fui direto ao banheiro, apenas escovei os dentes, não estava com ânimo de fazer nada hoje, fiz apenas um coque no meu cabelo, desci desejando que o Neymar não esteja em casa, ou esteja dormindo ainda. Mas as minhas esperanças disso acontecer se foi, na hora que o vi na cozinha preparando algo, a mesa estava posta, com tudo um pouco, o cheiro realmente estava ótimo. 
Quando ele percebeu minha presença, se pronunciou. 
— Bom dia.
— Bom dia. 
— Bom eu preparei o café, e como não sabia o seu gosto, coloquei de tudo um pouco. — Disse secando e guardando a louça.
— Oh obrigada, está ótimo, eu gosto de tudo que está aqui. — sorri. — E Neymar me desculpa por ontem, não queria atrapalhar seu sono, e pelas coisas que eu falei, eu não estava muito bem.
— Não precisa se desculpar, eu gosto de cuidar de você. — Sorriu, e ahhhh que sorriso encantador. Fiquei sem graça com o comentário, e o próprio percebeu, porque riu. — Ah que bonitinha, ela fica com vergonha. 
— Idiota. — Ri, com as bochechas rosadas, terminei de comer, limpei tudo que sujei, e o Neymar me ajudou a tirar a mesa. Fomos para sala, e eu me joguei no sofá, ligando a televisão, Neymar se sentou ao meu lado.
— Então o que iremos fazer hoje? — Perguntou tirando a minha atenção da televisão.
— Não faço a mínima ideia, apesar de estar morrendo de preguiça. Estou sem ânimo para nada.
— Estamos em NY baby, em casa não vamos ficar. Vem levanta, e vai se arrumar.
— Ah não Neymar, estou com preguiça.
— Anão é uma pessoa bem pequena, vamos, levante. — Revirei os olhos e o mesmo estendeu a mão para mim, segurei-a e ele me puxou, porém me desequilibrei, fechei os olhos, para não ver o tombo que ia levar. Porém braços fortes me seguraram. Quando os abri percebi como estava próxima dele outra vez. Minhas mãos por impulso foram entrelaçadas no pescoço dele. 
Ele aproximou mais o seu rosto, fazendo nossos narizes se encostarem. Seus braços me puxaram, e me deixaram em pé sozinha, porém da minha cintura, suas mãos foram direto para o meu rosto, seu dedo polegar desenhando na minha boca.
O que eu mais estava desejando era sua boca na minha, queria senti-lo, o desejo corria pelas minhas veias, minha respiração acelerada, meu coração batendo cada vez mais forte, e meu sexo latejou, sem nem mesmo ele ter feito nada, mas só o olhar dele me aquece por inteira, e meu juízo vai embora, para bem longe de mim. Mal conheço ele, não sei nada sobre sua vida, sobre ele, mas eu o quero, sempre por perto, só espero que ele não vá, estou cansada de pessoas indo embora da minha vida, e ele em tão pouco tempo já me causa essa sensação, não quero perdê-lo, mas tenho a impressão que ele foge de mim. E outra vez ele, me deixou apenas no desejo, desviou sua boca da minha, e beijou a minha testa, e me abraçou.
— Me desculpe Elena, mas não podemos. — Suspirei, frustada outra vez. E sai do seu abraço, com a maior dificuldade.





Olá meus amores, e aí está o 4 capítulo, espero que gostem... Bom vocês já sabem né? Quando houver comentários, haverá postagem nova! Gente vou confessar uma coisa para vocês, chorei escrevendo esse capítulo, chorei mesmo! E neste capítulo vocês saberão um pouquinho sobre o sofrimento da Elena em relação à perda da mãe. E esse Neymar todo carinhoso, e misterioso ao mesmo tempo heim? Ai ai ... 
Enfim comentem, deem suas opiniões, me falem tudo gente, amo saber que vocês estão gostando, o que vocês querem que aconteça!! 
Entrem no mundo de Elena, sinta o que ela sente, pegue suas dores, seus traumas, seus choros para você, mas também pegue seus sorrisos, seus momentos felizes, quando você se colocar no lugar dela é viver essa história, ai sim você vai entendê-la completamente.
Beijos da Cami. ❤️

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Capítulo 3 - "Estou aqui, e vou te proteger..."






— Olá. — se pronunciou depois de algum tempo.

— Oi — apenas sorri.
— Eu não quero parecer indelicado, ou até mesmo mal educado, mas está tudo bem com você? Lhe vi chorando...
— É, não está nada bem! Acho que ser ameaçada, e ser mantida presa em um apartamento longe de todos que você ama, sem ao menos saber se no outro dia você irá acordar viva, não é uma das melhores experiências! 
— É, mas agora você já está em segurança, não tem o porque ficar triste.
— Em segurança? Se eu estivesse mesmo em segurança, você não iria precisar estar aqui, eu não precisaria estar longe da minha irmã, e nem ir para o outro lado do mundo, para não correr risco de morrer!
— Mas, aqui comigo, você está em segurança! Pode estar sendo muito difícil tudo que você está passando, mas por de trás disso sempre há algum propósito, minha mãe vive me dizendo isso, nada acontece sem a permissão de Deus.
— Espero que esse propósito seja bom, por que de sofrimento já estou farta.
— Calma, tudo acaba bem no final. — O nextel dele apitou, ele pediu licença e saiu para atender, depois de uns 5 min. voltou.  — Vou ter que ir, o dever me chama, mas tenta ficar bem, não pense muito nisso, se distraia, é sempre bom.
— Obrigada, vou tentar. — sorri, e ele retribuiu com o sorriso mais lindo que eu já vi na vida. — A propósito, qual seu nome?
— Neymar! E o seu?
— Elena.
— Satisfação em conhecê-la. — Ele saiu, quando começou a esfriar entrei, e fui direto trocar de roupa e deitar na cama, logo dormir, e sonhei com o moreno dos olhos verdes, de sorriso encantador, conhecido como Neymar... E pela primeira noite desde que o meu pesadelo na vida real começou não houve pesadelos enquanto dormia.
                     ***
As 7 horas, já estava dentro do jatinho, foi sofrido me despedir do meu pai, mas consegui não chorar tanto. Estava com olhos fechados, até que o piloto começa dar as devidas restrições (...) Enfim estou pousando em NY - Manhattan para uma vida nova, uma vida livre, sem Edgar, sem capangas, sem dor, nem sofrimento, pelo menos assim eu espero. 
Sai do aeroporto e já havia um motorista me esperando, entrei no carro e logo já estava no meu prédio, peguei as chaves com o porteiro, quando entrei, realmente meu apartamento era a coisa mais linda e simples, não tinha nada exagerado, sua decoração era perfeita, em seus tons de preto e branco, com móveis de cores claras, meu quarto era do meu gosto, simples e aconchegante. Porém muito grande, meu pai sempre exagerado. Fui conhecer o resto da casa, encontrei outro quarto, mas esse com certeza não era da minha irmã, tinha tons escuros, simples, porém marcante eu diria, lindo, mas a quem pertencia esse quarto? 
Sair daquele quarto, nem quis pensar nisso agora, conheci o resto do apartamento, e estou apaixonada por todos os cômodos. 
Fui a cozinha procurar algo para comer meu estômago já está dando sinais de fome. Os armários estavam vazios, então o jeito é fast food mesmo. Entrei no quarto, troquei de roupa, coloquei uma mais quentinha, peguei uma bolsinha coloquei tudo que iria precisar, peguei meu celular, quando cheguei na sala, a porta foi aberta. 
Meu coração acelerou, meu corpo gelou, senti que perdi todo o sangue do meu corpo, paralisei. Edgar me achou. Ai meu Deus me ajuda!
A pessoa que entrou se virou, e quando vi de quem se tratava, uma onda de alívio tomou conta do meu corpo, e as inevitáveis lágrimas do susto vieram...
— Meu Deus, o que houve Elena? Por que está chorando? Alguém te fez algum mal? — E ali na minha frente se encontrava o moreno dos olhos verdes, mais conhecido como Neymar... Depois de uns minutos o meu choro cessou e eu consegui me acalmar, e explicar-lhe o mal entendido.
— Não me fizeram nenhum mal, é que na hora que você entrou, eu pensei que... — Não conseguir completar a frase, só o pensamento já me deixava apavorada.
— Pensou o que Elena? — Neymar segurava no meu rosto com delicadeza, passando o dedo polegar sobre onde minhas lágrimas fizeram suas caminhadas, chegando ao fim na minha boca, ou escorrendo até as minhas mãos.
— Pensei que ele tinha me achado, por um momento pensei que eu ia voltar para aquele inferno, pensei que.. — Ele me interrompeu, colando o dedo na minha boca.
— Ei shhhh... Ele não vai te achar, eu estou aqui, e vou te proteger, confia em mim?
— Confio. — Sorrimos. — Mas espera, o que você veio fazer aqui? — Ergui minha sobrancelha.
— Seu pai me mandou vir ficar com você, até ter certeza que você está totalmente segura. — Revirei os olhos, e o mesmo riu. — Poxa esta desdenhando da minha companhia? — Ri.
— Não é isso Neymar, é que sua companhia é tipo babá guarda-costas, então esse tipo de companhia eu desdenho. — Sorri, e ele riu.
— Mas podemos ter uma relação legal, prometo não ser aqueles caras loucos, que se vestem todo de terno preto e que não fala nenhuma palavra e não desgruda de você um minuto do seu dia. — Ri
— Pelo menos isso né, senão você ia voltar de onde veio a ponta pés.
— Mas pelo visto cheguei na hora certa, vai sair?
— Sim, estou morrendo de fome.
— Vou com você então, só vou guardar essa mochila. — Ele saiu do meu campo de vista, depois de uns minutos já estava de volta, com uma calça preta, blusa cinza, jaqueta de couro preta, e uma touca preta.
— Ui bad-boy. — Ri e ele fez careta.
Saímos do apartamento, descemos de elevador até o hall, meu motorista já estava a minha espera. Entramos no carro e fomos direto ao mec, já que estava com vontade de gorda.
— O que você acha de fazermos um tour por Nova York? — Perguntou-o quando saímos do mec.
— Hmmm, acho ótimo. — Sorrimos.
Fomos ao Central Park, depois fomos ao American Museum of Natural History é um dos maiores museus do mundo, já que o Museu fica localizado no Central Park, fomos a pé mesmo, conversando, e nos conhecendo mais, já que iremos passar um bom tempo juntos. Fiquei maravilhada com o Museu, de lá fomos à St. Patrick's Cathedral, que é a maior catedral católica dos Estados Unidos, e talvez o templo religioso mais conhecido. Entramos, e esse templo tinha uma energia tão boa, já aproveitei e pedi proteção à mim e a minha família, e agradeci por estar viva. Assistimos a missa que durou apenas uma hora, mas me senti até mais leveFomos andando pelas ruas, como já havia anoitecido as luzes da cidade já estavam acesas e estava realmente lindo.
— Ei deixa eu tirar uma foto sua aqui. — Sorri e entreguei meu celular pra ele. Ele tirou e me devolveu. — Ficou linda. 
— Também gostei, vou postar. — Sorrimos.

@elenatrindade: Cerca-se sempre de anjos, orações, sorrisos e querubins.



Sai do aplicativo, já que minha conta é bloqueada, e só meus amigos me seguem, não vi problema em postar, nem olhei comentário nenhum, não estava disposta. Como já estava de noite e nós dois estávamos exaustos, voltamos para o apartamento, me despedir do Neymar, fui direto para o meu quarto, tomei um banho, vesti meu baby dool, ainda falei um pouco com o meu pai pelo FaceTime parar matar a saudades que já marcava presença em mim. Logo dormir, só que acordei com alguém me chamando, repetindo meu nome várias vezes.. “Elena... Elena acorda...”


Indico: http://nessemundoloucoteencontreinj.blogspot.com.br/?m=1

Saiu um capítulo bem caprichado para vocês meninas!! Bom espero que gostem, comentem meninas, porque se não houver no mínimo 4 comentários não haverá próximo capítulo rápido. Afinal eu me esforço muito para escrever o melhor capítulo para vocês, então não custa nada comentar o que estão achando né? Bom o capítulo 4 já está em andamento, quanto mais rápido houver comentários, mais rápido eu posto o próximo capítulo! 
Até o próximo meninas, beijos da Cami. 😘😘😘