segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Capítulo 5 - “Enquanto puder vou trazer o melhor que há em você.”






— Ok, quer saber quem não quer agora sou eu! Você tem razão não podemos fazer isso, até por que eu mal te conheço, e não sou de me envolver com qualquer um. — O olhei com raiva.

— Não sou qualquer um! — Retrucou, se aproximando de mim.
— Não me importa, mas eu não quero mais. — Empurrei o mesmo, e sair andando.
— Elena! — Me chamou, mas nem dei ibope, fui pro meu quarto, bati a porta, fui direto ao banheiro, preciso de um banho para me acalmar. Sai do banho, coloquei meu traje super fino, feito com seda, ele é quase transparente, porém deixa desfocado, seu tom é um vermelho, bem sangue, voltei ao meu quarto. Me assustei quando vi quem estava sentado na minha cama.
— O que você quer? — Ele não me respondeu. Seus olhos me fitavam, ele me olhou de cima a baixo. Ele me desejava... Eu tinha certeza, mas por que ele fugia? Chamei-o outra vez, até que ele me escutou.
— Oi? Ah... É.. Coloque uma roupa primeiro, por favor. — Se virou.
— Não quero colocar uma roupa agora. Me fale logo! — Eu até poderia colocar uma roupa, mas não iria perder a chance de provocá-lo, não é?
— Elena por favor, coloque uma roupa, senão não vou conseguir falar.
— Ué, estou com a sua boca agora? — Senti que ele revirou os olhos e bufou.
— Ok, eu volto depois! — Ele ia saindo.
— Neymar? Espere!
— Oi? — Se virou, mas colocou a mão sobre os olhos, ri.
— Tira a mão dos olhos idiota! 
— Não posso! — Gargalhei.
— Por que não?
— Por que... Por que você sabe, Elena.
— Não eu não sei... — Me aproximei dele, e tirei sua mão sobre seus olhos. — Me diga, por que? — Realmente eu não sabia o que estava havendo comigo, eu só sei que eu desejava esse homem, e precisava tê-lo. Ele faz com que o meu juízo se evapore, em minutos. Seu sorriso me alucina, seu cheiro me embriaga de um modo, que por pouco não entro em overdose, e seu olhar, ahhhh.... Esse olhar que me aquece e me desconcerta por inteira... Se homem faz meu sexo latejar sem ao menos me tocar.
— Quer saber mesmo? — Assenti, encarando-o seus olhos. — Foda-se tudo! — Não entendi, mas em poucos segundos seu lábios carnudos já estavam sobre os meus, sua língua invadiu minha boca de um jeito selvagem. Sua mão foi para minha nuca, e a outra para minha cintura, me puxando cada vez mais para ele, colando cada vez mais nossos corpos, nossos sexos já estavam colados, já sentia sua ereção, intensificamos cada vez mais o beijo, mas a falta de ar deu sinal, fomos parando aos poucos, ele sugou meu lábio inferior, de um jeito tão sexy, que me fez soltar um gemido abafado. 
— Elena, agora eu preciso ir! — Ele saiu correndo para o quarto, com uma mão no meio das pernas. Fechei a porta me joguei na cama, pensei em tudo que acabou de acontece e gargalhei. Meu Deus que homem é esse? 
Me arrumei, e desci para a sala, para esperar o Sr. Neymar bad-boy. Depois de um tempo ele desceu, não aguentei e rir, da sua cara.
— Tu rir né, besta! — Me deu um tapinha na testa, mostrei a língua retrucando.
— Claro, vou chorar? — Ele sentou-se ao meu lado, mas a expressão do seu rosto havia mudado, ele estava sério.
— Elena a gente não pode se envolver.
— Ok Neymar. É isso? Já acabou? Já me deu um fora. Então ótimo! Vou sair pra comer! Tchau. — Me levantei do sofá, em uma questão de segundos, já estava abrindo a porta, quando uma mão, tratou de fechá-la antes.
— Eu disse que não podia, não que não queria. — Disse com a cabeça no vão do meu pescoço, bem perto da minha orelha, que resultou em um arrepio pelo meu corpo. Me virei e encarando-o.
— Você me deixa confusa. — Revirei os olhos.
— Pois é, eu tenho esse efeito nas pessoas. — Se gabou e eu revirei os olhos de novo. — Ah Elena, você não tem noção de como eu quero você...
— Sim eu tenho noção, por que eu te quero na mesma proporção. — Minhas mãos, se entrelaçaram envolta de sua cintura. Sua mão que estava segurando a porta, já estava me puxando para mais perto dele. — Você é o tipo certo de cara errado. Você me cheira a encrenca.
— Por que eu sou. — Fechou os olhos, colei mais ainda nossos corpos, e sussurrei no seu ouvido.
— E eu sou o tipo que ama uma encrenca! — Depositei um beijo em seu pescoço, e o encarei. O encontrei sorrindo, sorri de volta, e o beijei, esse beijo tão bom... 

Acabamos de sair do restaurante, bom como já estava a tarde, digamos que o nosso almoço foi mais pra quase café da tarde, isso que acontece quando você tem um cara maravilhoso que tem um beijo maravilhoso, com uma pegada maravilhosa em casa. 
Decidimos ir a um parque, que eu fiquei encantada quando vi. Passamos a tarde toda e o início da noite no parque, fomos em todos os brinquedos possíveis. Neymar me obrigou a ir na montanha russa, e na querida roda gigante, quase morri de medo e o besta ficava rindo da minha cara, não soltei a mão dele um segundo se quer, quem via de longe pensavam que éramos um casal de verdade. Fomos no carro bate-bate que nos arrancou várias risadas, me deixou toda descabelada, mas está valendo. Fiz o Neymar ganhar um urso gigante pra mim, e não é que ele ganhou? Me apaixonei. Comemos, tudo quanto é doce, e ele amava me sujar, fiquei toda grudenta. Trocamos vários carinhos a tarde toda, e na real, eu estava amando isso, tinha tanto tempo que eu não me divertia assim, e o Neymar... Ahh ele tem o dom de me fazer esquecer de tudo, é como se existisse apenas nós dois. 
Voltamos para casa exaustos. Me joguei no sofá com meu urso do lado.
— Êh preguiça. — Riu. — Vou tomar banho, já volto. 
— Ta bom, eu vou também to toda grudenta. — Rimos. 
Fui direto pro meu quarto, separei uma roupa básica, super confortável de ficar em casa, não estava mais afim de sair. Tomei um banho relaxante, coloquei minha camiseta dos Beatles, sim sou fã deles, e um shortinho de dormir, não queria nada me apertando, e coloquei um par de
meias quentinhas. Peguei meu celular, entrei no Instagram, só pra ver as novidades, rolei o feed e não vi nada de mais, e acabei postando uma foto que o Neymar tirou minha no parque.

@elenatrindadee: Ah tristeza... A gente se esbarra por aí, outro dia, outro século, outra vida. Hoje não! 💭




Nem olhei os comentários, decidi ir no quarto do Neymar, abri a porta e o encontrei jogado na cama só de bermuda, mexendo em algo no celular.
— Oi.
— Oi.
— Vim te perturbar, estava entediada.
— Fiz careta, e ele riu.
— Vem cá então. — Me joguei do lado dele, ele colocou o celular na mesinha que tinha do lado da cama dele, e me abraçou, me aquecendo.
— Sua companhia me faz bem. — Disse sem pensar.
— A sua também, na verdade, você é uma das únicas pessoas que conseguem tirar o que tem de bom em mim, Elena. 
— E você tem algo de ruim? Por que olha eu desconheço algo de ruim em você viu. — Ele riu e eu sorri. Esse riso me enche de alegria por dentro. Meus dedos faziam carinho em seu peito nu, enquanto ele brincava com o meu cabelo. 
— Ah Elena, eu tenho tanta coisa de ruim... — Seu tom de voz era triste, e isso me entristeceu, o olhei, coloquei minha mão em seu rosto, acariciei.
— Todos temos coisas ruins em nós, mas sempre encontramos alguém, que desperte em nós as coisas que boas, que nós temos, e as fazem florescer, com isso o nosso lado bom sempre se sobressai.
— Mas no meu caso, o lado ruim se sobressai, tenha certeza disso.
— Eu discordo sabia? Eu tem conheço ao o que? Uma semana? Menos? E eu só conheci seu lado bom até agora, você só me fez bem.
— É porque você consegue tirar tudo de bom que eu tenho. — Sorri, e o beijei, um beijo calmo, só queria transmitir o quanto ele me fazia bem, o quanto ele me traz paz. 
E enquanto puder vou trazer o que há de melhor em você.



Bom meus amores, eu demorei mas postei, vim avisar também que estou em semana de provas, então não vou poder postar direto, mas vou tentar ao máximo, não ficar muito tempo sem postar, espero que me entendam, e não me abandonem! Comentem, divulguem, porque se houver um bom número de comentários (construtivos) eu dou um jeito de postar mais rápido. Beijos da Cami. ❤️

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Capítulo 4 - "Eu nunca quis ter nada na vida, que eu não fosse suportar perder."




Estava na minha casa, ué, estranho como vim parar aqui? 
— Filha? Elena? — Olhei para trás e vi a minha... Mãe? 
— Mãe? — Corri para abraçá-la. — Ah que saudades mamãe. Sinto tanta a sua falta, volta pra mim, eu preciso da senhora, por favor mãe...
— Oh minha querida, eu te amo tanto, não posso voltar meu amor, mas estarei sempre aqui oh. — Apontou para o meu coração. — Nunca se esqueça meu amor, sempre estarei com você... Mas infelizmente na estrada da vida somos todos passageiros, tudo que nasce morre, tudo que vem se vai... Essa é a lei da vida meu amor, as lembranças sempre vão ficar, mas eu meu amor, eu vou embora... Mas o meu amor por você... Ahh... O meu amor não vai ter fim! — Chorei, só conseguia chorar, até que vi Edgar.. Ah não meu Deus, não deixa ele tirar ela de mim, de novo não...
— Mãe corre, sai daqui, mãe por favor, vai embora, o Edgar está aqui bem atrás de você, corre mãe por favor... — Eu implorava, mas ela continuava no mesmo lugar, parecia até que não me ouvia.. Até que ouvi o bendito tiro outra vez... Ahh não, NÃO, NÃO. Deus por favor, não tira ela de mim, de novo não... E de repente ela estava caída na minha frente, e seu sangue escorrendo. — Mããããããe, mãe, mãe... — gritava o mais alto que conseguia... — Mãe volta pra mim, mãe por favor.... — Me debrucei em cima dela, e só fiz chorar, chorar, chorar... — Oh mamãe o meu amor por você não terá fim! Onde estiver olha por mim, tudo que passou do meu lado estará para sempre guardado dentro do meu coração! — E pela última vez sentir seu cheiro...
— Ela morreu, e o seu destino vai ser o mesmo, o seu destino e de toda a sua família... — Edgar cuspia essas palavras em cima de mim, com tanto ódio e rancor dentro de si.
— NÃO, NÃO, NÃO, SAI DAQUI EU ODEIO VOCÊ... EU ODEIO VOCÊ, VOCÊ É UM MONSTRO!!!!!! — Gritava, minha garganta doía, e eu já não tinha mais forças pra nada... Até que escuto alguém chamando por mim...
— Elena... Elena acorda, pelo amor de Deus. — Neymar pedia, enquanto passava as mãos pelos meus cabelos que estavam grudados na minha testa suada, meu rosto estava encharcado de lágrimas...
— Elena, você está bem? Me diga, o que houve? Fale comigo Elena por favor... — Pedia desesperado, mas eu não conseguia pronunciar uma palavra sequer, só conseguia chorar. Fui surpreendida por um abraço, um abraço aconchegante, e que me transmitia tanta segurança, e calma... Ficamos abraçados por um bom tempo, só se ouvia o barulho dos meus soluços. Ele estava com as costas apoiada na cabeceira da cama, e minha cabeça estava no peito dele, sua camiseta já se encontrava molhada com as minhas lágrimas... Seu braço me puxava cada vez mais para ele, toda vez que eu soluçava, e com o outro braço ele acarinhava meus cabelos... Fui me acalmando depois de um tempo, ouvindo as palavras dele “Ei eu estou aqui, calma, vai ficar tudo bem, eu prometo...”
— Obrigada ... — Foi a primeira palavra que consegui pronunciar. Me levantei, me sentando de frente para ele, fazendo um coque no meu cabelo e secando meu rosto.
— Obrigada pelo o que?
— Por me acordar e ficar comigo.
— Não precisa agradecer, não sei o porque, mas eu sempre quero te ver bem Elena. — Sorri. — Agora vem aqui. — Me puxou pela cintura, fazendo-me deitar de novo em seu peito. E eu não recuei, já estava calma, mas ficar no braços dele me faz um bem tão grande, que eu não quis sair, apenas ficar ali, sentindo sua proteção, sentindo seu calor, ouvindo as batidas descompassadas do seu coração. — Me conta o que foi que aconteceu.. 
— Eu tive um pesadelo, quero dizer mais outro como sempre, mas dessa vez foi tão real... — Fechei os olhos tentando esquecer essas imagens que ainda pairavam pela minha mente.
— O que acontecia nesse pesadelo? — Me perguntou levantando meu queixo, fazendo-me encará-lo, e olhar aquelas duas bolas verdes brilhantes, que me aquecem por dentro.
— Eu vi Edgar... E ele matava a minha mãe, de novo, eu vi a minha mãe caída no chão e seu sangue escorrendo pelo chão, mas antes disso ela me disse palavras tão bonitas, como sempre fez, ela tinha o dom das palavras, ela sabia de tudo, ela sabia sempre o que eu precisava escutar, não importava qual a situação que eu estava passando, ela sempre me falava as coisas certas, e nesse sonho não foi diferente, ela só me falou o que eu precisava ouvir, até Edgar vim e estragar tudo outra vez, como ele tem feito até hoje na minha vida... — Já estava chorando outra vez.
— Elena, ele não vai mais te fazer nenhum mal, eu não vou deixar! Edgar vai ter o que merece, ele vai pagar por todo esse sofrimento que ele está te causando! Agora a sua mãe, eu tenho certeza que ela continua sempre com você, te protegendo onde quer que ela esteja. Suponho que isso seja a vida as pessoas vem e vão, muitas vezes, sofremos muito, mas um dia tudo se transforma em um grande aprendizado, e as lembranças boas, sempre irão com você, porque lembranças boas a gente nunca esquece, e de algum modo ela sempre estará com você. 
— Eu nunca fui muito boa com perdas. Provavelmente meu coração nunca irá lidar bem com a ida de pessoas amadas. Eu nunca quis ter nada na vida que eu não fosse suportar perder. Mas isso parece impossível, até por que tudo que eu tenho, tudo que eu quero é consigo, no final, eu acabo sem, e fico sozinha de novo.
— Mas agora você não está mais sozinha. Eu estou com você! Não irei te deixar sozinha, eu te prometo.
— Você só está comigo por que recebe para isso. Não me prometa algo que você não irá cumprir, Neymar, eu nem te conheço direito, e quando isso tudo acabar você irá embora, como todos os outros... — Neymar me puxou, com força o bastante para me fazer ficar a poucos centímetros de distância do seu rosto, já sentia sua respiração.
— Ahhh Elena, você não me conhece... Não diga coisas, que você não sabe... — Seus olhos encaravam os meus. E essa intensidade dos nossos olharem, me deixaram com o coração acelerado, e com a respiração descontrolada. Eu estava o desejando, queria seu beijo, queria senti-lo. Meu corpo estava em chamas, seus braços me apertaram contra seu corpo e isso só fez aumentar meu desejo por ele, colocou seu rosto no vão do meu pescoço, sentir sua respiração bater na minha pele, me arrepiava. Mas de uma hora para outra ele mudou, e se afastou, me deixando frustada. E logo me vi sem os seus braços envolta de mim. Ele já estava em pé na minha frente. — Eu acho melhor eu ir, já que está mais calma. 
— É, você tem razão, é melhor mesmo. — Ele me recusou, ele não me quis, e isso me fez sentir raiva. Ele depositou um beijo calmo em minha testa, e saiu, e nessa hora, senti algo estranho, de algum modo eu o queria, mas sou muito orgulhosa para confessar isso, ainda mais depois disso. 
Cai no sono, depois de muito pensar em como vou encará-lo depois dessa cena, meu sono foi leve e tranquilo, graças a Deus sem pesadelos. 
Despertei por vontade própria, fui direto ao banheiro, apenas escovei os dentes, não estava com ânimo de fazer nada hoje, fiz apenas um coque no meu cabelo, desci desejando que o Neymar não esteja em casa, ou esteja dormindo ainda. Mas as minhas esperanças disso acontecer se foi, na hora que o vi na cozinha preparando algo, a mesa estava posta, com tudo um pouco, o cheiro realmente estava ótimo. 
Quando ele percebeu minha presença, se pronunciou. 
— Bom dia.
— Bom dia. 
— Bom eu preparei o café, e como não sabia o seu gosto, coloquei de tudo um pouco. — Disse secando e guardando a louça.
— Oh obrigada, está ótimo, eu gosto de tudo que está aqui. — sorri. — E Neymar me desculpa por ontem, não queria atrapalhar seu sono, e pelas coisas que eu falei, eu não estava muito bem.
— Não precisa se desculpar, eu gosto de cuidar de você. — Sorriu, e ahhhh que sorriso encantador. Fiquei sem graça com o comentário, e o próprio percebeu, porque riu. — Ah que bonitinha, ela fica com vergonha. 
— Idiota. — Ri, com as bochechas rosadas, terminei de comer, limpei tudo que sujei, e o Neymar me ajudou a tirar a mesa. Fomos para sala, e eu me joguei no sofá, ligando a televisão, Neymar se sentou ao meu lado.
— Então o que iremos fazer hoje? — Perguntou tirando a minha atenção da televisão.
— Não faço a mínima ideia, apesar de estar morrendo de preguiça. Estou sem ânimo para nada.
— Estamos em NY baby, em casa não vamos ficar. Vem levanta, e vai se arrumar.
— Ah não Neymar, estou com preguiça.
— Anão é uma pessoa bem pequena, vamos, levante. — Revirei os olhos e o mesmo estendeu a mão para mim, segurei-a e ele me puxou, porém me desequilibrei, fechei os olhos, para não ver o tombo que ia levar. Porém braços fortes me seguraram. Quando os abri percebi como estava próxima dele outra vez. Minhas mãos por impulso foram entrelaçadas no pescoço dele. 
Ele aproximou mais o seu rosto, fazendo nossos narizes se encostarem. Seus braços me puxaram, e me deixaram em pé sozinha, porém da minha cintura, suas mãos foram direto para o meu rosto, seu dedo polegar desenhando na minha boca.
O que eu mais estava desejando era sua boca na minha, queria senti-lo, o desejo corria pelas minhas veias, minha respiração acelerada, meu coração batendo cada vez mais forte, e meu sexo latejou, sem nem mesmo ele ter feito nada, mas só o olhar dele me aquece por inteira, e meu juízo vai embora, para bem longe de mim. Mal conheço ele, não sei nada sobre sua vida, sobre ele, mas eu o quero, sempre por perto, só espero que ele não vá, estou cansada de pessoas indo embora da minha vida, e ele em tão pouco tempo já me causa essa sensação, não quero perdê-lo, mas tenho a impressão que ele foge de mim. E outra vez ele, me deixou apenas no desejo, desviou sua boca da minha, e beijou a minha testa, e me abraçou.
— Me desculpe Elena, mas não podemos. — Suspirei, frustada outra vez. E sai do seu abraço, com a maior dificuldade.





Olá meus amores, e aí está o 4 capítulo, espero que gostem... Bom vocês já sabem né? Quando houver comentários, haverá postagem nova! Gente vou confessar uma coisa para vocês, chorei escrevendo esse capítulo, chorei mesmo! E neste capítulo vocês saberão um pouquinho sobre o sofrimento da Elena em relação à perda da mãe. E esse Neymar todo carinhoso, e misterioso ao mesmo tempo heim? Ai ai ... 
Enfim comentem, deem suas opiniões, me falem tudo gente, amo saber que vocês estão gostando, o que vocês querem que aconteça!! 
Entrem no mundo de Elena, sinta o que ela sente, pegue suas dores, seus traumas, seus choros para você, mas também pegue seus sorrisos, seus momentos felizes, quando você se colocar no lugar dela é viver essa história, ai sim você vai entendê-la completamente.
Beijos da Cami. ❤️

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Capítulo 3 - "Estou aqui, e vou te proteger..."






— Olá. — se pronunciou depois de algum tempo.

— Oi — apenas sorri.
— Eu não quero parecer indelicado, ou até mesmo mal educado, mas está tudo bem com você? Lhe vi chorando...
— É, não está nada bem! Acho que ser ameaçada, e ser mantida presa em um apartamento longe de todos que você ama, sem ao menos saber se no outro dia você irá acordar viva, não é uma das melhores experiências! 
— É, mas agora você já está em segurança, não tem o porque ficar triste.
— Em segurança? Se eu estivesse mesmo em segurança, você não iria precisar estar aqui, eu não precisaria estar longe da minha irmã, e nem ir para o outro lado do mundo, para não correr risco de morrer!
— Mas, aqui comigo, você está em segurança! Pode estar sendo muito difícil tudo que você está passando, mas por de trás disso sempre há algum propósito, minha mãe vive me dizendo isso, nada acontece sem a permissão de Deus.
— Espero que esse propósito seja bom, por que de sofrimento já estou farta.
— Calma, tudo acaba bem no final. — O nextel dele apitou, ele pediu licença e saiu para atender, depois de uns 5 min. voltou.  — Vou ter que ir, o dever me chama, mas tenta ficar bem, não pense muito nisso, se distraia, é sempre bom.
— Obrigada, vou tentar. — sorri, e ele retribuiu com o sorriso mais lindo que eu já vi na vida. — A propósito, qual seu nome?
— Neymar! E o seu?
— Elena.
— Satisfação em conhecê-la. — Ele saiu, quando começou a esfriar entrei, e fui direto trocar de roupa e deitar na cama, logo dormir, e sonhei com o moreno dos olhos verdes, de sorriso encantador, conhecido como Neymar... E pela primeira noite desde que o meu pesadelo na vida real começou não houve pesadelos enquanto dormia.
                     ***
As 7 horas, já estava dentro do jatinho, foi sofrido me despedir do meu pai, mas consegui não chorar tanto. Estava com olhos fechados, até que o piloto começa dar as devidas restrições (...) Enfim estou pousando em NY - Manhattan para uma vida nova, uma vida livre, sem Edgar, sem capangas, sem dor, nem sofrimento, pelo menos assim eu espero. 
Sai do aeroporto e já havia um motorista me esperando, entrei no carro e logo já estava no meu prédio, peguei as chaves com o porteiro, quando entrei, realmente meu apartamento era a coisa mais linda e simples, não tinha nada exagerado, sua decoração era perfeita, em seus tons de preto e branco, com móveis de cores claras, meu quarto era do meu gosto, simples e aconchegante. Porém muito grande, meu pai sempre exagerado. Fui conhecer o resto da casa, encontrei outro quarto, mas esse com certeza não era da minha irmã, tinha tons escuros, simples, porém marcante eu diria, lindo, mas a quem pertencia esse quarto? 
Sair daquele quarto, nem quis pensar nisso agora, conheci o resto do apartamento, e estou apaixonada por todos os cômodos. 
Fui a cozinha procurar algo para comer meu estômago já está dando sinais de fome. Os armários estavam vazios, então o jeito é fast food mesmo. Entrei no quarto, troquei de roupa, coloquei uma mais quentinha, peguei uma bolsinha coloquei tudo que iria precisar, peguei meu celular, quando cheguei na sala, a porta foi aberta. 
Meu coração acelerou, meu corpo gelou, senti que perdi todo o sangue do meu corpo, paralisei. Edgar me achou. Ai meu Deus me ajuda!
A pessoa que entrou se virou, e quando vi de quem se tratava, uma onda de alívio tomou conta do meu corpo, e as inevitáveis lágrimas do susto vieram...
— Meu Deus, o que houve Elena? Por que está chorando? Alguém te fez algum mal? — E ali na minha frente se encontrava o moreno dos olhos verdes, mais conhecido como Neymar... Depois de uns minutos o meu choro cessou e eu consegui me acalmar, e explicar-lhe o mal entendido.
— Não me fizeram nenhum mal, é que na hora que você entrou, eu pensei que... — Não conseguir completar a frase, só o pensamento já me deixava apavorada.
— Pensou o que Elena? — Neymar segurava no meu rosto com delicadeza, passando o dedo polegar sobre onde minhas lágrimas fizeram suas caminhadas, chegando ao fim na minha boca, ou escorrendo até as minhas mãos.
— Pensei que ele tinha me achado, por um momento pensei que eu ia voltar para aquele inferno, pensei que.. — Ele me interrompeu, colando o dedo na minha boca.
— Ei shhhh... Ele não vai te achar, eu estou aqui, e vou te proteger, confia em mim?
— Confio. — Sorrimos. — Mas espera, o que você veio fazer aqui? — Ergui minha sobrancelha.
— Seu pai me mandou vir ficar com você, até ter certeza que você está totalmente segura. — Revirei os olhos, e o mesmo riu. — Poxa esta desdenhando da minha companhia? — Ri.
— Não é isso Neymar, é que sua companhia é tipo babá guarda-costas, então esse tipo de companhia eu desdenho. — Sorri, e ele riu.
— Mas podemos ter uma relação legal, prometo não ser aqueles caras loucos, que se vestem todo de terno preto e que não fala nenhuma palavra e não desgruda de você um minuto do seu dia. — Ri
— Pelo menos isso né, senão você ia voltar de onde veio a ponta pés.
— Mas pelo visto cheguei na hora certa, vai sair?
— Sim, estou morrendo de fome.
— Vou com você então, só vou guardar essa mochila. — Ele saiu do meu campo de vista, depois de uns minutos já estava de volta, com uma calça preta, blusa cinza, jaqueta de couro preta, e uma touca preta.
— Ui bad-boy. — Ri e ele fez careta.
Saímos do apartamento, descemos de elevador até o hall, meu motorista já estava a minha espera. Entramos no carro e fomos direto ao mec, já que estava com vontade de gorda.
— O que você acha de fazermos um tour por Nova York? — Perguntou-o quando saímos do mec.
— Hmmm, acho ótimo. — Sorrimos.
Fomos ao Central Park, depois fomos ao American Museum of Natural History é um dos maiores museus do mundo, já que o Museu fica localizado no Central Park, fomos a pé mesmo, conversando, e nos conhecendo mais, já que iremos passar um bom tempo juntos. Fiquei maravilhada com o Museu, de lá fomos à St. Patrick's Cathedral, que é a maior catedral católica dos Estados Unidos, e talvez o templo religioso mais conhecido. Entramos, e esse templo tinha uma energia tão boa, já aproveitei e pedi proteção à mim e a minha família, e agradeci por estar viva. Assistimos a missa que durou apenas uma hora, mas me senti até mais leveFomos andando pelas ruas, como já havia anoitecido as luzes da cidade já estavam acesas e estava realmente lindo.
— Ei deixa eu tirar uma foto sua aqui. — Sorri e entreguei meu celular pra ele. Ele tirou e me devolveu. — Ficou linda. 
— Também gostei, vou postar. — Sorrimos.

@elenatrindade: Cerca-se sempre de anjos, orações, sorrisos e querubins.



Sai do aplicativo, já que minha conta é bloqueada, e só meus amigos me seguem, não vi problema em postar, nem olhei comentário nenhum, não estava disposta. Como já estava de noite e nós dois estávamos exaustos, voltamos para o apartamento, me despedir do Neymar, fui direto para o meu quarto, tomei um banho, vesti meu baby dool, ainda falei um pouco com o meu pai pelo FaceTime parar matar a saudades que já marcava presença em mim. Logo dormir, só que acordei com alguém me chamando, repetindo meu nome várias vezes.. “Elena... Elena acorda...”


Indico: http://nessemundoloucoteencontreinj.blogspot.com.br/?m=1

Saiu um capítulo bem caprichado para vocês meninas!! Bom espero que gostem, comentem meninas, porque se não houver no mínimo 4 comentários não haverá próximo capítulo rápido. Afinal eu me esforço muito para escrever o melhor capítulo para vocês, então não custa nada comentar o que estão achando né? Bom o capítulo 4 já está em andamento, quanto mais rápido houver comentários, mais rápido eu posto o próximo capítulo! 
Até o próximo meninas, beijos da Cami. 😘😘😘

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Capítulo 2 - “Duas linhas não se cruzam à toa.”

Estávamos eu e meu pai, sentados no sofá, abraçados, ele fazendo seu melhor cafuné em mim, enquanto eu chorava baixinho, contando tudo que aconteceu comigo esses últimos três meses, que passei presa. 
Depois disso estava me sentindo melhor, desabafar com meu pai sempre vai ser a melhor coisa do mundo, isso me traz um alívio tão grande, parece que um peso, sai de cima de mim. As palavras dele entram em mim como se fosse luz, clareando todos os meus cantos sombrios, trazendo esperanças, confiança, conforto, aconchego, enfim trazendo paz, para dentro de mim mesma.
— Minha querida, está com fome? — Foi nesse momento que eu percebi, que passamos tanto tempo conversando que esqueci até de comer.
— Sim papai, muita. — Ri, fomos a cozinha, peguei meu cereal preferido, coloquei em uma vasilha com leite, preparei meu achocolatado, meu pai me acompanhou, comemos, enquanto matávamos a saudade.
— Minha filha, vá descansar, porque depois teremos uma longa conversa.
— Ta bom pai, vou mesmo por que estou exausta!
— Seu quarto é na última porta do corredor, já tem algumas roupas suas no closet. Bom descanso filha, qualquer coisa que você precise estou no escritório. — Se despediu de mim com um beijo na testa, subi, e a primeira coisa que fiz foi me jogar literalmente na cama. Agradeci mentalmente a Deus por estar ao lado do meu pai outra vez, e por estar em segurança. 
Tomei um banho, lavei o cabelo, para tirar qualquer cheiro daquele lugar. Coloquei um pijama, deitei e dormir, dessa vez em paz, com a certeza que estava em segurança. Despertei assustada, pois como de praxe, tive outro pesadelo, é assim desde então, deis do dia que Edgar começou a infernizar minha vida, todas as noites tenho pesadelos horríveis que já se tornaram comuns, pois não tem uma noite que isso não aconteça. Levantei, lavei meu rosto, já estava a noite, desci pois meu estômago já estava dando sinal de fome. fui direto para a cozinha, revirei os armários mas não encontrei nada que eu queria, resolvi fazer um sanduíche natural com suco de uva, depois de satisfeita, lavei o que sujei, guardei tudo. Fui procurar o meu pai, naquela casa enorme difícil encontrar o escritório né?! Finalmente achei, e escutei ele dizendo — Mas vai ser necessário, vou colocar alguém para cuidar dela, ela perto de mim só vai tornar as coisas mais perigosas. — Não estava acreditando no que acabei de ouvir. O meu pai, quer que eu fique longe dele é isso mesmo? Não acredito.
Entrei sem nem mesmo bater na porta.
— Como assim você me quer longe? — Meu pai me olhou espantado, com os olhos arregalados, ele estava falando ao celular.
— Minha filha, não sabia que você já tinha acordado, só um minuto que já conversamos. — Voltou sua atenção para o celular falando com quem quer que seja, não me importei em prestar atenção na conversa. — Pronto Elena, agora podemos conversar.
— Você me quer longe pai, longe de você. Pensei que iríamos enfrentar isso juntos! 
— Oh minha filha, esse vai ser o único jeito de manter você em segurança, você e sua irmã.
— Mas pai, eu aqui vou te ajudar, não dizem que duas cabeças pensando é melhor que uma? Então, eu vou te ajudar, não me importo de correr riscos, mas não quero ficar longe do senhor, por favor, de novo não! — Já estava aos prantos, daqui a um tempo não vou ter nem mais água no meu corpo.
— Oh minha filha, você não vai ficar longe de mim, eu sempre vou estar com você, bem aqui. — colocou sua mão no lugar do meu coração — Toda vez que sentir minha falta lembre que eu estou sempre por perto, e que eu te amo mais que a mim mesmo. Mas eu não posso arrisca a sua segurança e a segurança de sua irmã, não vou suportar ver você ou ela em perigo.
— Mas pai, eu vou sentir tanto a sua falta. — Abracei-o com todas as minhas forças, e me pus a chorar, deixando seu ombro encharcado, depois que acalmei-me, o soltei, e limpei meu rosto. 
— Minha filha, isso vai ser necessário. Sua irmã não irá ficar com você, pelo menos por enquanto.
— Mas.. O QUÊ?? Porque???? — Já estava um pouco alterada, minha a voz se alterou um pouco mais que o normal.
— Calma, Elena! Deixa-me explica, por favor! — Me repreendeu, me calei. — Então como eu estava dizendo, sua irmã não irá ficar com você, pelo menos por enquanto! Você irá para outro país, já arrumei tudo pra você lá, e até você se acostumar, e se instalar completamente, enfim você sabe muito bem que ir para outro país é um pouco complicado de se acostumar, então até que isso aconteça você irá sozinha. Até eu decidir que já está seguro para sua irmã ir. Enquanto isso ela irá ficar onde está. E lhe garanto que ela está muito bem.
— Está bem pai, mas pelo menos posso saber que país é esse?
— Bom, como eu sei que você sempre adorou Nova York, escolhi lá para você morar, por enquanto. Mas se você quiser ir para outro lugar, outro país, você me avise, que eu irei ver primeiro se será seguro para você, e se sim, irei providenciar tudo.
— Ta ok, eu sei que não adianta eu relutar mesmo. — Ele esboçou um sorrisinho vendo que tinha conseguido a minha desistência. — Mas quando poderei encontrar minha irmã?
— Em breve! Te garanto que se tudo der certo minha filha, estaremos todos juntos, em breve!
— Quando eu irei viajar?
— Amanhã, o jatinho sairá às 7 horas da manhã. As 6h30 sairemos daqui. Não se preocupe, não precisará levar mala alguma, pois já mandei comprarem suas roupas, mas quando você chegar lá, e não gostar você pode ir comprar mais.
— Está bem papai. — Ele depositou um beijo na minha testa e saiu. 
Fui para o jardim, que ainda não tinha conhecido, e ele era tão lindo quanto o resto da casa, simples, porém com seu charme. 
Sentei no gramado mesmo, fiquei observando as estrelas, estava tentando digerir ainda, todas essas novidades, todas essas reviravoltas que minha vida está dando a cada novo dia. Fico imaginando se a minha mãe estivesse aqui, seria tudo tão mais fácil, ela sim, saberia o que me dizer para me deixar bem nesses momentos. Lágrimas já rolavam pelo meu rosto, como de praxe.
Fiquei ali por um tempo, sentindo o vento forte batendo no meu rosto, fazendo meu cabelo voar. Senti alguém me observando, olhei, e era o moreno dos olhos verdes, nos encaramos por alguns minutos, ele esboçou um sorriso em seu rosto, mas um sorriso tão sincero, e que era realmente lindo. Retribui com o meu sorriso mais ou menos de ultimamente. Juro que tentei fazer melhor, mas não consigo mais.
Ele sentou-se ao meu lado, fiquei surpresa com essa aproximação repentina. Seu perfume era forte e marcante, senti assim que ele se aproximou, esse cheiro era embriagante. E esses olhos verdes que me aquecem toda vez que ele me olha... Elena se controle! Se controle!

Hello my girls!! E aí está o segundo capítulo, espero do fundo do meu coração que vocês gostem!! Esse capítulo é tão cheio de emoções que se tornou meu preferido até agora. Se gostarem comentem meninas por favor, e se não gostarem críticas (construtivas) são bem-vindas. Até o próximo capítulo amores. Beijos da Cami.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Capítulo 1 - “Aquele olhar que me aquece..”

Rio de Janeiro, Brasil. 04/10/2012. 10h20 am
Sexta-Feira.

Acordei, exausta como sempre, me sentindo suja, levantei logo da cama porque ficar se lamentando não leva ninguém a nada, fui direto tomar um banho, demorei por volta de uns 30 minutos no banho, mas parecia que tinha lavado a alma também, e como sempre derramei algumas lágrimas, por saudade, por dor, mas não dor física, dor emocional mesmo, se é que assim posso chamar. Separei algo simples mesmo, me vesti, arrumei a cama, abri a janelas do quarto, e pelo visto vai chover. Peguei meu celular, pra vê a horas e ja se passavam das dez.
Bateram na porta, meu coração acelerou, como todas as vezes que isso acontece.
— Então a bonitinha já acordou? — disse o cara mal encarado de sempre, de pele morena, cabelo bem arrumado, vestido todo de preto, mas não conseguia ver o rosto, apenas os olhos, olhos negros, vejo amargura nos olhos do próprio.
— Não. Estou dormindo ainda não está vendo? — Usando a minha ironia de sempre, ele riu sem humor.
— Não adianta você ficar assim princesinha, você não vai sair daqui tão cedo se depender de mim! Então acho melhor temos uma boa convivência, não acha? — Se aproximou, tentou fazer um carinho eu acho no meu rosto mas eu conseguir desviar, sem deixar que ele encostasse em mim. Me afastei, continuei firme sem mostrar medo!
— Não eu não acho, o que eu acho é que você deve ficar o mais longe possível de mim, pois não sou "flor que se cheire". Você está brincando com fogo me mantendo aqui, com isso mais cedo ou mais tarde irá se queimar! — O encarei, não desviei um segundo se quer o meu olhar do dele.
— Isso é o que vamos ver princesa. Mas não crie essas ilusões, enquanto o seu papai não me der o que eu desejo, bom irá continuar sendo eu e você, você e eu. — sorriu, aquele sorriso irônico, que todos os dias me amedronta. — Enfim só vim avisar que já pode descer, seu café está na mesa, não posso deixar meu diamante com fome não é? — Não dei atenção, ele se retirou, fechando a porta.

“Não aguento mais, não aguento mais, não aguento mais...”, é o que eu repito todos os dias que eu acordo e vejo que ainda estou nesse lugar horrível, triste, escuro, onde não existe lugar para felicidade, e sim somente para medo, angústia, raiva. Não lembro mais o dia que me senti feliz. Na verdade, me lembro sim, foi o último dia que estive com o meu pai, com a minha irmãzinha, com meus amigos, com todos aqueles que eu amo. Mas a minha felicidade se deu fim, no dia que eu fui raptada, isso mesmo, por volta de três meses e alguns dias, eu fui sequestrada, motivo pelo qual eu não sei, não acredito que seja dinheiro, pois Edgar tem dinheiro, e uma ótima condição de vida. 
Edgar... Esse é o nome que me assombra todos os dias quando eu acordo, foi ele o mandante de tudo, esse é o nome de indivíduo que eu mais odeio. Ele destruiu a minha vida aos poucos, primeiro sequestrou minha mãe... E a... Matou. Depois de alguns meses, de puro sofrimento, ele me sequestrou. Não sei exatamente o motivo dele ter tanto desejo de acabar com a minha família, e isso é algo que eu desejo descobrir, deis do dia que ele assassinou a minha mãe.
Venho tentado fugir desse lugar, de todos os jeitos, mas algo sempre dá errado. Já sei onde tem câmera em todos os lugares daqui, já conheço esse lugar como a palma da minha mão. Minha primeira tentativa foi o meu celular, que logo descobri que não existe sinal nesse fim de mundo, mas por incrível que pareça Edgar deixa eu continuar com ele, diz ele que é para eu me torturar todos os dias olhando as fotos de quem eu amo, e saber que eu nunca mais irei os ver.

Desci, fui direto pra cozinha, comi apenas algumas torradas, com achocolatado. Continuei ali sentada, até escuto a porta da sala sendo aberta com força, ouvi gritos e tiros. Fiquei paralisada, me escondi embaixo da mesa - bem clichê, eu sei.- tentando pelo menos não ser acertada por nenhum tiro. Até os estrondos dos tiros serem cessados, sai de baixo da mesa com cautela, morrendo de medo. Fui andando devagar, até a sala, estava tudo quebrado, até que vejo um homem estirado no chão, sangrando, pelo jeito estava morto. Até que escuto alguém falando. — Ela está aqui, a encontrei!! — Me assustei, me virei e dei de cara, com um homem enorme, com uma arma na mão, bem próximo de mim.
— O que você quer comigo?
— Só vim te tirar daqui, calma! Agora vem logo comigo, precisamos sair daqui antes que algum outro capanga do Edgar apareça! — Saímos dali o mais rápido possível, quando me dei conta já estava dentro de um Audi preto com dois homens vestidos com uniformes iguais. Estávamos indo em alta velocidade, por um caminho que eu não reconhecia, mas só de ver a cidade de novo, e saber que eu vou poder ver o meu pai outra vez, à felicidade não cabe dentro de mim. 
Quando acordei dos meus pensamentos, percebi que estávamos entrando em um condomínio de luxo, com casas lindas, casas não, mansões, e sinceramente é a cara do meu pai, isso daqui. Paramos em frente á uma casa, que só pelo lado de fora já dava pra perceber que era linda, mas não era a minha casa, a partir daí comecei a ficar apreensiva.
— O que estamos fazendo aqui? Essa daqui não é a minha casa! Vocês falaram que iam me tirar de lá.
— Calma! Essa por enquanto vai ser a sua casa, entre por favor, conversamos com mais calma, lá dentro! — disse o cara moreno, de olhos verdes, muito lindos por sinal. O encarei por um tempo e vi sinceridade no olhar dele, não vi maldade, um olhar que me aqueceu por apenas alguns segundos. Sai do meu transe, e enfim entrei, a casa realmente era linda por dentro também, com tons bem claros, com móveis simples, e de tons claros também, que deixavam a casa ainda mais aconchegante, e com uma aparência muito sofisticada. Enquanto observava, cada canto da casa. Ouvi.
— Elena? Minha filha? — Me virei rapidamente e encontrei o homem que eu mais amo no mundo.
— Papai! — corri em sua direção, e o abracei, na verdade o apertei com todas as minhas forças. — Que saudade pai! — E as terríveis lágrimas caíram, as lágrimas que eu tanto segurei, e impedir que caíssem todos esses dias, meses, que passei dentro daquele apartamento presa!
— Oh minha filha, me perdoe! Me perdoe por ter feito você passar por tudo isso, a culpa foi toda minha! — Enquanto ouvia isso, senti lágrimas caindo no meu ombro.
— Pai foi horrível! Eu não aguentava mais ficar naquele lugar, senti tanto a sua falta! Por um momento pensei que nunca mais ia te ver!
— Óh minha filha não fique assim, já passou, eu estou aqui, e nunca mais vou deixar que ele pegue você de novo, você já está em segurança comigo! Eu sempre vou lhe proteger, meu amor. — disse, me dando mais um dos seus abraços aconchegantes, que me trazem conforto, e me fazem sentir segura. — Você e sua irmã, são as coisas mais preciosas que eu tenho na minha vida. Nunca vou deixar que nenhum mal aconteça a vocês! E eu tenho certeza que Deus está protegendo vocês minha filha, então não tenha medo. Eu estou aqui com você, vou fazer o possível e o impossível, pra lhe proteger. Vamos enfrentar isso juntos meu amor. Em todos os momentos lembre-se eu sempre vou estar lá pra lhe proteger. Posso não estar em carne osso, mas vou estar em espírito e oração! A calme este coração meu amor. Você é jovem e está passando por uma grande prova, mas você é forte, você tem o gênio igual o de sua mãe, e eu sei que você vai ter forças para enfrentar todas essas provas de cabeça erguida. Deus não nos dá um fardo que não possamos carregar, sempre lembre-se disso! — Com essas palavras chorei mais ainda, como eu senti falta desses conselhos, dessa voz que me acalma.




E aí está o primeiro capítulo, cheio de emoções pra vocês!! Meninas comentem se gostarem, ou se não gostarem deixem suas críticas aí nos comentários. Divulguem a fic por favor!! Bom quando houver comentários eu posto o segundo capítulo, lembrando que o capítulo já está prontinho, só depende exclusivamente de vocês!! Beijos da Cami 😘😘😘

Você acabou de embarcar no mundo de Elena.

Elena Trindade, taurina, 19 anos, nasceu dia 21 de abril de 1996. Não tem lugar estável de moradia, vive se mudando. Família só tem o pai e a irmã, perdeu a mãe há pouco tempo. Apresenta uma ótima condição de vida.
Menina alegre, cheia de vida, espalhava sorrisos por onde ia, até uma armadilha do destino acabar com tudo que ela tinha de mais precioso, a transformando em uma garota cheia de traumas.
Elena é filha do maior empresário dos tempos Alex Trindade, sempre foi conhecida como "filhinha de papai" mas quem a conhecia sabia do enorme coração que ela tinha. Depois do falecimento de sua mãe, Elena se propôs a cuidar da irmã Manuela Trindade de apenas 3 anos. Elena cursava o curso de odontologia na faculdade, mas com as peças que o destino lhe pregou, abandonou o curso. 
O objetivo de Elena é ser feliz e livre outra vez, sem precisar fugir de ninguém.
Ela quer viver para ela e para a família, ela só quer uma vida normal como qualquer outra garota.
"Livrai-me de tudo que me impede de ser feliz."





Ola meninas, essa é apresentação do meu novo blog, espero que vocês gostem, até porque essa história se tornou meu xodózinho. Já tenho três capítulos prontos, comecei a escrever essa história tem um tempo mas não tinha coragem de publicá-la, mas agora ela está aí, e espero que vocês me acompanhem e criem amor pela Elena assim como eu criei. É uma história que eu resolvi ousar, então não vai ter nada muito clichê.
Nessa história vai ser tudo por amor, todos os atos vão ser por amor, não importa a quem. Por amor ao pai, por amor a irmã, por amor ao namorado, por amor, apenas amor.
Onde há amor, não tem lugar para o ódio.
Se houver comentários, postarei o primeiro capítulo hoje mesmo!

Introdução.

Ela era uma garota, que só queria paz, amor e um lugar seguro para se abrigar. Ela gostava das coisas simples, de pessoas verdadeiras e sorrisos encantadores. Pessoas que continham a verdade no olhar à encantavam. Ela tinha tudo que qualquer garota desejava, mas para ela nada disso importava, nenhum dinheiro ou qualquer objeto de valor. Por obra do destino, a vida dela virou de cabeça para baixo. Roubaram tudo que era de mais valioso para ela.

Ele era um homem que gostava do perigo, que se arriscava, sem se importar com qualquer um que passava pela vida dele, apenas com a família. Ele tinha uma vida ótima, tinha tudo que queria mas se sentia incompleto, com isso começou a fazer loucuras na vida, depois de muito quebrar a cara, achou seu lugar, por mais que sua família não fosse à favor, o perigo corria em suas veias sangüíneas, a adrenalina fazia esquecê-lo desse vazio que sentia.

Mas o destino por sua vez, surpreendeu essas duas pessoas, que são totalmente diferentes, com desejos totalmente diferentes, realmente são os opostos um do outro. 

Ele sorriu ela se encantou, e ele finalmente encontrou o que tanto procurava, ele só precisava tê-la para preencher todo aquele vazio que ele sentia. Ela encontrou o lugar seguro, onde só havia amor, e esse lugar era dentro dos braços dele, ouvindo o seu coração bater.