terça-feira, 13 de outubro de 2015

Capítulo 2 - “Duas linhas não se cruzam à toa.”

Estávamos eu e meu pai, sentados no sofá, abraçados, ele fazendo seu melhor cafuné em mim, enquanto eu chorava baixinho, contando tudo que aconteceu comigo esses últimos três meses, que passei presa. 
Depois disso estava me sentindo melhor, desabafar com meu pai sempre vai ser a melhor coisa do mundo, isso me traz um alívio tão grande, parece que um peso, sai de cima de mim. As palavras dele entram em mim como se fosse luz, clareando todos os meus cantos sombrios, trazendo esperanças, confiança, conforto, aconchego, enfim trazendo paz, para dentro de mim mesma.
— Minha querida, está com fome? — Foi nesse momento que eu percebi, que passamos tanto tempo conversando que esqueci até de comer.
— Sim papai, muita. — Ri, fomos a cozinha, peguei meu cereal preferido, coloquei em uma vasilha com leite, preparei meu achocolatado, meu pai me acompanhou, comemos, enquanto matávamos a saudade.
— Minha filha, vá descansar, porque depois teremos uma longa conversa.
— Ta bom pai, vou mesmo por que estou exausta!
— Seu quarto é na última porta do corredor, já tem algumas roupas suas no closet. Bom descanso filha, qualquer coisa que você precise estou no escritório. — Se despediu de mim com um beijo na testa, subi, e a primeira coisa que fiz foi me jogar literalmente na cama. Agradeci mentalmente a Deus por estar ao lado do meu pai outra vez, e por estar em segurança. 
Tomei um banho, lavei o cabelo, para tirar qualquer cheiro daquele lugar. Coloquei um pijama, deitei e dormir, dessa vez em paz, com a certeza que estava em segurança. Despertei assustada, pois como de praxe, tive outro pesadelo, é assim desde então, deis do dia que Edgar começou a infernizar minha vida, todas as noites tenho pesadelos horríveis que já se tornaram comuns, pois não tem uma noite que isso não aconteça. Levantei, lavei meu rosto, já estava a noite, desci pois meu estômago já estava dando sinal de fome. fui direto para a cozinha, revirei os armários mas não encontrei nada que eu queria, resolvi fazer um sanduíche natural com suco de uva, depois de satisfeita, lavei o que sujei, guardei tudo. Fui procurar o meu pai, naquela casa enorme difícil encontrar o escritório né?! Finalmente achei, e escutei ele dizendo — Mas vai ser necessário, vou colocar alguém para cuidar dela, ela perto de mim só vai tornar as coisas mais perigosas. — Não estava acreditando no que acabei de ouvir. O meu pai, quer que eu fique longe dele é isso mesmo? Não acredito.
Entrei sem nem mesmo bater na porta.
— Como assim você me quer longe? — Meu pai me olhou espantado, com os olhos arregalados, ele estava falando ao celular.
— Minha filha, não sabia que você já tinha acordado, só um minuto que já conversamos. — Voltou sua atenção para o celular falando com quem quer que seja, não me importei em prestar atenção na conversa. — Pronto Elena, agora podemos conversar.
— Você me quer longe pai, longe de você. Pensei que iríamos enfrentar isso juntos! 
— Oh minha filha, esse vai ser o único jeito de manter você em segurança, você e sua irmã.
— Mas pai, eu aqui vou te ajudar, não dizem que duas cabeças pensando é melhor que uma? Então, eu vou te ajudar, não me importo de correr riscos, mas não quero ficar longe do senhor, por favor, de novo não! — Já estava aos prantos, daqui a um tempo não vou ter nem mais água no meu corpo.
— Oh minha filha, você não vai ficar longe de mim, eu sempre vou estar com você, bem aqui. — colocou sua mão no lugar do meu coração — Toda vez que sentir minha falta lembre que eu estou sempre por perto, e que eu te amo mais que a mim mesmo. Mas eu não posso arrisca a sua segurança e a segurança de sua irmã, não vou suportar ver você ou ela em perigo.
— Mas pai, eu vou sentir tanto a sua falta. — Abracei-o com todas as minhas forças, e me pus a chorar, deixando seu ombro encharcado, depois que acalmei-me, o soltei, e limpei meu rosto. 
— Minha filha, isso vai ser necessário. Sua irmã não irá ficar com você, pelo menos por enquanto.
— Mas.. O QUÊ?? Porque???? — Já estava um pouco alterada, minha a voz se alterou um pouco mais que o normal.
— Calma, Elena! Deixa-me explica, por favor! — Me repreendeu, me calei. — Então como eu estava dizendo, sua irmã não irá ficar com você, pelo menos por enquanto! Você irá para outro país, já arrumei tudo pra você lá, e até você se acostumar, e se instalar completamente, enfim você sabe muito bem que ir para outro país é um pouco complicado de se acostumar, então até que isso aconteça você irá sozinha. Até eu decidir que já está seguro para sua irmã ir. Enquanto isso ela irá ficar onde está. E lhe garanto que ela está muito bem.
— Está bem pai, mas pelo menos posso saber que país é esse?
— Bom, como eu sei que você sempre adorou Nova York, escolhi lá para você morar, por enquanto. Mas se você quiser ir para outro lugar, outro país, você me avise, que eu irei ver primeiro se será seguro para você, e se sim, irei providenciar tudo.
— Ta ok, eu sei que não adianta eu relutar mesmo. — Ele esboçou um sorrisinho vendo que tinha conseguido a minha desistência. — Mas quando poderei encontrar minha irmã?
— Em breve! Te garanto que se tudo der certo minha filha, estaremos todos juntos, em breve!
— Quando eu irei viajar?
— Amanhã, o jatinho sairá às 7 horas da manhã. As 6h30 sairemos daqui. Não se preocupe, não precisará levar mala alguma, pois já mandei comprarem suas roupas, mas quando você chegar lá, e não gostar você pode ir comprar mais.
— Está bem papai. — Ele depositou um beijo na minha testa e saiu. 
Fui para o jardim, que ainda não tinha conhecido, e ele era tão lindo quanto o resto da casa, simples, porém com seu charme. 
Sentei no gramado mesmo, fiquei observando as estrelas, estava tentando digerir ainda, todas essas novidades, todas essas reviravoltas que minha vida está dando a cada novo dia. Fico imaginando se a minha mãe estivesse aqui, seria tudo tão mais fácil, ela sim, saberia o que me dizer para me deixar bem nesses momentos. Lágrimas já rolavam pelo meu rosto, como de praxe.
Fiquei ali por um tempo, sentindo o vento forte batendo no meu rosto, fazendo meu cabelo voar. Senti alguém me observando, olhei, e era o moreno dos olhos verdes, nos encaramos por alguns minutos, ele esboçou um sorriso em seu rosto, mas um sorriso tão sincero, e que era realmente lindo. Retribui com o meu sorriso mais ou menos de ultimamente. Juro que tentei fazer melhor, mas não consigo mais.
Ele sentou-se ao meu lado, fiquei surpresa com essa aproximação repentina. Seu perfume era forte e marcante, senti assim que ele se aproximou, esse cheiro era embriagante. E esses olhos verdes que me aquecem toda vez que ele me olha... Elena se controle! Se controle!

Hello my girls!! E aí está o segundo capítulo, espero do fundo do meu coração que vocês gostem!! Esse capítulo é tão cheio de emoções que se tornou meu preferido até agora. Se gostarem comentem meninas por favor, e se não gostarem críticas (construtivas) são bem-vindas. Até o próximo capítulo amores. Beijos da Cami.

6 comentários:

  1. Amando cada dia maaissss ahahahaha continuaaaa Camiii

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  2. Aaah Camilaaaa, o que que isso?! Ta maraaaavilhoso, já pode postar o terceiro ok kaoahska to amando ❤

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  3. Aiii apaixonada real nessa fic *-* Adoro Demais Continuaa

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  4. Continua cami, tô amando

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  5. Aaah Camilaaaa, o que que isso?! Ta maraaaavilhoso, já pode postar o terceiro ok kaoahska to amando ❤

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  6. cadê o terceiro capítulo? Amando ♥ indica o meu pfv? Passa por lá e dá uma olhadinha .. http://www.nessemundoloucoteencontreinj.blogspot.com.br obg desde já

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