
Can you still see the heart of me?
All my agony fades away
When you hold me in your embrace
Don't tear me down for all I need
Make my heart a better place
All I Need - Within Temptation*
POV Elena.
Quando sai daquele quarto me senti vazia, eu sabia que Neymar era importante pra mim, mas não sabia a intensidade disso, bom agora eu sei, ficar sem ele é como perder a minha alma, é como perder a luz, sem ele, eu sou apenas escuridão, até porque ele poderia ser tudo, até mesmo o vilão da história, mas pra mim ele era luz que me mantém viva e não apenas respirando. Eu me apaixonei pelo vilão, e não estava nem um pouco arrependida. Mas vê-lo matando uma pessoa me deixou apavorada, eu não sabia quem ele era, eu não o conhecia, não sabia nada sobre sua vida e mesmo assim me deixei levar, no começo poderia dizer que era atração física, ou aqueles olhos.. Mas agora parece que é muito mais que isso, estar com ele é me sentir viva de novo. É viver e não sobreviver. Ele era a minha cura, a minha salvação, pode-se dizer que era a minha luz no fim do túnel. Neymar é o calmante dos meus demônios internos. Ele poderia ser um furacão para os outros, mas era a calma para a minha alma.
Meus pesadelos voltaram, e agora com mais frequência, tinha até me esquecido de como era, a sensação de medo me deixa apavorada, a dor da saudade volta com toda a intensidade, a dor da perda me corrói por dentro, Neymar era o calmante para os meus demônios e sem ele, os meus demônios gritam dentro de mim de todos os jeitos.
Depois que eu julguei-o por matar aquele homem, que com certeza iria me fazer mal, não troquei mais nenhuma palavra com Neymar, porque todas as vezes que o via, eu lembrava do rosto dele repleto de raiva misturado com ódio, ele matou a sangue frio e aquilo me dava calafrios, a única pessoa que eu vi matando a sangue frio foi o Edgar e a pessoa que ele matou foi a minha mãe, essa cena me aterroriza até os dias de hoje. Ver a minha própria mãe morta, vê-la indo embora para sempre e eu não pudi fazer nada, a única coisa que eu me pergunto até hoje é: Por que ele fez isso?
Estava sozinha no meu quarto, quando escuto uns barulhos estranhos vindo do andar de baixo, desci as escadas para verificar, afinal a casa está cheia de seguranças, papai não vai economizar na minha segurança e na segurança da Aly. Cheguei na sala de estar, e notei uma movimentação estranha nos seguranças, vi alguns que nunca tinha visto antes por aqui. Estranhei.
— Olá, você pode me dizer o que está acontecendo? — Perguntei ao segurança novo, eu acho. Ele me olhou e me lançou um sorriso estranho, pode se dizer até maléfico, me causou arrepio na espinha. Mas deve ser coisa da minha cabeça né?!
— Olá lindinha, claro que eu posso te dizer o que está acontecendo. — Parou por um instante. Lancei-lhe um olhar para continuar. — Agora está começando o seu pior pesadelo, meu amor. — Antes mesmo que eu pudesse pensar em algo, um cheiro forte invadiu minhas narinas, me senti fraca, não sentia mais o meu corpo, a única coisa que eu consegui ver por último foi os olhos castanhos que me deram um arrepio na espinha, e depois só vi escuridão...
Acordei em um quarto que com certeza não é o meu, minha cabeça parecia que ia explodir. Alguém abriu a porta do quarto de repente.
— Ora ora, a bela adormecida finalmente acordou.. — Disse o cara de aparência sinistra, com o caráter totalmente duvidoso.
— Onde eu estou? Quem é você? — O pânico me invadia cada vez mais, o medo de não ver minha família mais.
— Bom você está agora na sua nova casa, por tempo indeterminado. Bom e eu? Eu sou o seu pior pesadelo. Hoje você irá ficar aqui neste quarto, até eu decidir se você irá ou não comer! — Sorrio de forma que me causava um medo terrível, saiu do quarto trancando a porta com a chave, me deixando sozinha ali.
E agora? Como vou voltar para casa? Será que vão me matar? Por favor Deus eu não quero morrer, não posso deixar a minha irmã sozinha, não posso!
O desespero me invadiu por completo, lágrimas já rolavam pelo meu rosto descontroladamente, só se escutava os meus soluços ali naquele quarto. Chorei, chorei e chorei, até meus olhos pesarem e eu cair em sono profundo.
Passei dias passando fome, até que um dia houve uma briga, eu sei disso porque ouvi gritos no andar debaixo, mas como eu estava presa dentro do quarto não poderia descer, e por dentro eu agradeço por não poder sair daqui, quanto mais longe eu ficar desses caras melhor!
Eu não sabia do que se tratava, mas ouvia meu nome ser falado repetidas vezes, e por incrível que pareça estava me ... defendendo? Como assim?
Ouvir a porta da sala ser batida, e passos fortes na escada, me encolhi na minha cama, a porta foi aberta com força fazendo a mesma bater na parede, me assustando.
— O que você quer? — Meus olhos já estavam marejados, me sentia fraca pois fazia dias que não me alimentava direito, no máximo esse monstro me dava uma maçã e um copo de água por dia, sentia meu corpo fraquejar diversas vezes ao longo do dia por causa disso.
— O que eu quero? Bom eu quero te matar. — Arregalei os olhos com essa confissão e me encolhi mais. — Quer saber o porque sua vadiazinha? — Me puxou pelo meu braço com força, sem dúvidas ficaria roxo o local onde o monstro apertava. — Porque por sua culpa, eu quase morri, pelo jeito a vida da princesinha é valiosa para um dos meus chefes, mas só por isso eu não vou te matar! — Suspirei. — Mas isso não quer dizer que você não vai levar uma boa surra! — Me jogou no chão me fazendo bater a cabeça. — Agora sua vadia, você vai ver como eu fico bravo quando sou ameaçado! — Disse enquanto me dava vários tapas no meu rosto, lágrimas já caiam pelo meu rosto sem controle, eu não tinha forças nem para correr para longe dele. Agora ele distribuía chutes pela minha barriga e pernas, me dava socos pelo meu rosto.
— Por favor pare! — Implorei, mas ele não me escutava, continuava me batendo. — Tá doendo, para por favor! Para eu não aguento mais. Para...— Eu gritava e ninguém me ouvia, ele só parou quando cansou, mas ele só cansou quando eu desmaiei por causa da dor que eu estava sentindo.
— Hey anjo, calma! — Neymar me sacudia pelos ombros. Acordei assustada, meu coração estava disparados, as batidas frenéticas descompassadas, parecia que ele ia pular para fora de mim. Meu rosto estava molhado pelas lágrimas. Revivi um dos piores momentos que aconteceu naquele apartamento, aquele monstro ainda assombra os meus sonhos.
— Eu vi ele de novo... — Meu choro voltou compulsivamente junto com o meu desespero. Neymar arregalou os olhos, e me puxou para seu colo, estava tão atordoada que não me importei precisava senti-lo, precisava sentir a proteção e segurança que ele me passa.
— Ele quem anjo? — Disse enquanto acariciava meus cabelos, me ninando em seu colo como se eu fosse uma criança de 5 anos que acabou de ter seu primeiro pesadelo.
— O cara que me batia naquele maldito apartamento. — Disse entre soluços. O corpo de Neymar se enrijeceu.
— Ele o que anjo?
— Ele me batia Neymar, o primeiro cara que me vigiava, ele me batia, teve uma vez, tinha poucas semana que eu havia sido trancada, nessas primeiras semanas, eu passava fome, ele só me dava uma maçã e um copo de água por dia, quando ele não dizia que tinha esquecido e me deixava com fome o dia todo, houve uma discussão no andar debaixo, eu estava trancada no quarto, mas estava muito fraca pois não havia comido no dia anterior, não sei o que aconteceu, mas ele chegou furioso no quarto falando que ele quase tinha morrido por minha culpa, e me bateu, eu gritava para ele parar, só que ele não parava, ele só parou quando eu desmaiei de tanta dor que eu estava sentindo. — Quando terminei de contar, desabei no choro. Neymar continha ódio no seu olhar, e seu ódio só aumentava em cada palavra que saia da minha boca, mas quando olhou para o meu estado, seu olhar passou de ódio para compaixão.
— Eu te juro Elena que eu vou fazer cada um que te fez sofrer, sofrer dez vezes mais que você, eu juro pela minha vida, que eu vou te vingar. — Ele pegou meu rosto com suas duas mãos e me fez encarar seu olhos, que naquele momento já estavam marejados. — Eu vou te proteger, ninguém nunca mais vai te fazer mal anjo, isso é uma promessa, eu sempre vou estar lá para te proteger, não importa quais a circunstâncias eu vou te proteger com todo o meu ser! — E naquele momento nada mais me importava, só queria sentir o gosto dos seus lábios no meu, era bom tê-lo ali comigo novamente. Dormi sentindo o calor de seus braços envolta do meu corpo, e ali eu estava em paz novamente.
Acordei sentindo frio, passei a mão pela cama e não encontrei o Neymar. Óbvio o que eu tava pensando? Que depois de tudo que eu disse, de ignora-lo a semana inteira por causa de um cara que com certeza não ia pensar duas vezes em me fazer mal, ele ainda passaria a noite comigo, claro que não.
Levantei da cama e fui direto para o banho, me arrumei, sai do quarto o apartamento estava em total silêncio, provavelmente Neymar deveria estar dormindo ainda. Desci indo direto pra cozinha, comecei a abrir os armários a procura de algo pra comer, e não achei nada que me agradasse, é nessas horas que eu sinto falta do Neymar, ele sempre sabe como me alimentar com algo gostoso, mas infelizmente ele ainda estava dormindo, tive que pegar uma bolacha recheada e um copo de leite, comi na sala assistindo meu seriado favorito The Originals, enquanto esperava o Neymar acordar pra almoçarmos. Quando apontou 13h no relógio comecei a estranhar, Neymar nunca dorme até tarde desse jeito, normalmente ele é o primeiro a acordar.
Subi para o seu quarto, bati duas vezes na porta e não obtive resposta, então entrei do mesmo jeito. Neymar estava deitado na cama em um sono profundo, enrolado em várias cobertas. O quarto estava gelado, então desliguei o ar, sentei na pontinha da cama, acariciei seu rosto, e ele estava muito quente.
— Neymar acorda! — Mexi em seu ombro para o mesmo despertar. — Ney acordar, você está queimando em febre. — Ele resmungou, mas não acordou. Levantei da cama e puxei as cobertas o descobrindo.
— Elena eu estou morrendo de frio, porque diabos você tirou minhas cobertas? — Perguntou bravo.
— Porque você está queimando em febre, precisa levantar para tomar um remédio e um banho gelado para abaixar a febre!
— Não anjo eu to bem, não precisa se preocupar, eu só quero dormir mais um pouquinho. — Ele se virou ficando de bruços e colocando o travesseiro por cima da cabeça. Revirei os olhos, de bad boy passou para criança birrenta.
— Nada disso, vem vamos levantar. — Ele olhou pra mim, e eu arqueei a sobrancelha. — Vamos! Levanta agora. — Ele sentou na cama, colocando as mãos na cabeça. — O que foi?
— Minha cabeça ta explodindo!
— Então fica sentado aí que eu vou pegar o remédio, ta bom? — Ele assentiu. Desci as escadas correndo, peguei o remédio na caixinha de primeiros socorros, peguei um copo de suco de laranja e subi. Entrei no quarto e ele continuava na mesma posição, sua expressão mostrava o quão abatido ele estava. — Bebe isso aqui vai amor. — Entreguei o remédio e o suco pra ele, que bebeu rapidinho. — Fica deitado ai que eu vou encher a banheira, você precisa tomar um banho. — Ele deitou, e ficou quietinho na cama, encolhido por causa do frio. Fui no banheiro dele e coloquei a banheira pra encher com a água morna, coloquei sais de banho na banheira e voltei pro quarto. — Vem amor, levanta. — Estendi a mão pra ele, ele se levantou, mas não aguentou ficar em pé, quase levando nós dois pro chão. Coloquei seu braço envolta do meu pescoço e o levei pro banheiro, tirei sua calça moletom, tentando não pensar em nenhuma besteira, o mesmo tirou a cueca e entrou na banheira ainda apoiado em mim. Me sentei do lado da banheira, peguei a esponja molhei na água e comecei a passar pelos seus ombros, depois pelo peitoral, quando terminei o banho dele, esperei o mesmo se secar, e dei uma cueca pra ele vestir, o levei pra cama, o mesmo se deitou sem dizer uma única palavra.
Depois que eu julguei-o por matar aquele homem, que com certeza iria me fazer mal, não troquei mais nenhuma palavra com Neymar, porque todas as vezes que o via, eu lembrava do rosto dele repleto de raiva misturado com ódio, ele matou a sangue frio e aquilo me dava calafrios, a única pessoa que eu vi matando a sangue frio foi o Edgar e a pessoa que ele matou foi a minha mãe, essa cena me aterroriza até os dias de hoje. Ver a minha própria mãe morta, vê-la indo embora para sempre e eu não pudi fazer nada, a única coisa que eu me pergunto até hoje é: Por que ele fez isso?
Estava sozinha no meu quarto, quando escuto uns barulhos estranhos vindo do andar de baixo, desci as escadas para verificar, afinal a casa está cheia de seguranças, papai não vai economizar na minha segurança e na segurança da Aly. Cheguei na sala de estar, e notei uma movimentação estranha nos seguranças, vi alguns que nunca tinha visto antes por aqui. Estranhei.
— Olá, você pode me dizer o que está acontecendo? — Perguntei ao segurança novo, eu acho. Ele me olhou e me lançou um sorriso estranho, pode se dizer até maléfico, me causou arrepio na espinha. Mas deve ser coisa da minha cabeça né?!
— Olá lindinha, claro que eu posso te dizer o que está acontecendo. — Parou por um instante. Lancei-lhe um olhar para continuar. — Agora está começando o seu pior pesadelo, meu amor. — Antes mesmo que eu pudesse pensar em algo, um cheiro forte invadiu minhas narinas, me senti fraca, não sentia mais o meu corpo, a única coisa que eu consegui ver por último foi os olhos castanhos que me deram um arrepio na espinha, e depois só vi escuridão...
Acordei em um quarto que com certeza não é o meu, minha cabeça parecia que ia explodir. Alguém abriu a porta do quarto de repente.
— Ora ora, a bela adormecida finalmente acordou.. — Disse o cara de aparência sinistra, com o caráter totalmente duvidoso.
— Onde eu estou? Quem é você? — O pânico me invadia cada vez mais, o medo de não ver minha família mais.
— Bom você está agora na sua nova casa, por tempo indeterminado. Bom e eu? Eu sou o seu pior pesadelo. Hoje você irá ficar aqui neste quarto, até eu decidir se você irá ou não comer! — Sorrio de forma que me causava um medo terrível, saiu do quarto trancando a porta com a chave, me deixando sozinha ali.
E agora? Como vou voltar para casa? Será que vão me matar? Por favor Deus eu não quero morrer, não posso deixar a minha irmã sozinha, não posso!
O desespero me invadiu por completo, lágrimas já rolavam pelo meu rosto descontroladamente, só se escutava os meus soluços ali naquele quarto. Chorei, chorei e chorei, até meus olhos pesarem e eu cair em sono profundo.
Passei dias passando fome, até que um dia houve uma briga, eu sei disso porque ouvi gritos no andar debaixo, mas como eu estava presa dentro do quarto não poderia descer, e por dentro eu agradeço por não poder sair daqui, quanto mais longe eu ficar desses caras melhor!
Eu não sabia do que se tratava, mas ouvia meu nome ser falado repetidas vezes, e por incrível que pareça estava me ... defendendo? Como assim?
Ouvir a porta da sala ser batida, e passos fortes na escada, me encolhi na minha cama, a porta foi aberta com força fazendo a mesma bater na parede, me assustando.
— O que você quer? — Meus olhos já estavam marejados, me sentia fraca pois fazia dias que não me alimentava direito, no máximo esse monstro me dava uma maçã e um copo de água por dia, sentia meu corpo fraquejar diversas vezes ao longo do dia por causa disso.
— O que eu quero? Bom eu quero te matar. — Arregalei os olhos com essa confissão e me encolhi mais. — Quer saber o porque sua vadiazinha? — Me puxou pelo meu braço com força, sem dúvidas ficaria roxo o local onde o monstro apertava. — Porque por sua culpa, eu quase morri, pelo jeito a vida da princesinha é valiosa para um dos meus chefes, mas só por isso eu não vou te matar! — Suspirei. — Mas isso não quer dizer que você não vai levar uma boa surra! — Me jogou no chão me fazendo bater a cabeça. — Agora sua vadia, você vai ver como eu fico bravo quando sou ameaçado! — Disse enquanto me dava vários tapas no meu rosto, lágrimas já caiam pelo meu rosto sem controle, eu não tinha forças nem para correr para longe dele. Agora ele distribuía chutes pela minha barriga e pernas, me dava socos pelo meu rosto.
— Por favor pare! — Implorei, mas ele não me escutava, continuava me batendo. — Tá doendo, para por favor! Para eu não aguento mais. Para...— Eu gritava e ninguém me ouvia, ele só parou quando cansou, mas ele só cansou quando eu desmaiei por causa da dor que eu estava sentindo.
— Hey anjo, calma! — Neymar me sacudia pelos ombros. Acordei assustada, meu coração estava disparados, as batidas frenéticas descompassadas, parecia que ele ia pular para fora de mim. Meu rosto estava molhado pelas lágrimas. Revivi um dos piores momentos que aconteceu naquele apartamento, aquele monstro ainda assombra os meus sonhos.
— Eu vi ele de novo... — Meu choro voltou compulsivamente junto com o meu desespero. Neymar arregalou os olhos, e me puxou para seu colo, estava tão atordoada que não me importei precisava senti-lo, precisava sentir a proteção e segurança que ele me passa.
— Ele quem anjo? — Disse enquanto acariciava meus cabelos, me ninando em seu colo como se eu fosse uma criança de 5 anos que acabou de ter seu primeiro pesadelo.
— O cara que me batia naquele maldito apartamento. — Disse entre soluços. O corpo de Neymar se enrijeceu.
— Ele o que anjo?
— Ele me batia Neymar, o primeiro cara que me vigiava, ele me batia, teve uma vez, tinha poucas semana que eu havia sido trancada, nessas primeiras semanas, eu passava fome, ele só me dava uma maçã e um copo de água por dia, quando ele não dizia que tinha esquecido e me deixava com fome o dia todo, houve uma discussão no andar debaixo, eu estava trancada no quarto, mas estava muito fraca pois não havia comido no dia anterior, não sei o que aconteceu, mas ele chegou furioso no quarto falando que ele quase tinha morrido por minha culpa, e me bateu, eu gritava para ele parar, só que ele não parava, ele só parou quando eu desmaiei de tanta dor que eu estava sentindo. — Quando terminei de contar, desabei no choro. Neymar continha ódio no seu olhar, e seu ódio só aumentava em cada palavra que saia da minha boca, mas quando olhou para o meu estado, seu olhar passou de ódio para compaixão.
— Eu te juro Elena que eu vou fazer cada um que te fez sofrer, sofrer dez vezes mais que você, eu juro pela minha vida, que eu vou te vingar. — Ele pegou meu rosto com suas duas mãos e me fez encarar seu olhos, que naquele momento já estavam marejados. — Eu vou te proteger, ninguém nunca mais vai te fazer mal anjo, isso é uma promessa, eu sempre vou estar lá para te proteger, não importa quais a circunstâncias eu vou te proteger com todo o meu ser! — E naquele momento nada mais me importava, só queria sentir o gosto dos seus lábios no meu, era bom tê-lo ali comigo novamente. Dormi sentindo o calor de seus braços envolta do meu corpo, e ali eu estava em paz novamente.
Acordei sentindo frio, passei a mão pela cama e não encontrei o Neymar. Óbvio o que eu tava pensando? Que depois de tudo que eu disse, de ignora-lo a semana inteira por causa de um cara que com certeza não ia pensar duas vezes em me fazer mal, ele ainda passaria a noite comigo, claro que não.
Levantei da cama e fui direto para o banho, me arrumei, sai do quarto o apartamento estava em total silêncio, provavelmente Neymar deveria estar dormindo ainda. Desci indo direto pra cozinha, comecei a abrir os armários a procura de algo pra comer, e não achei nada que me agradasse, é nessas horas que eu sinto falta do Neymar, ele sempre sabe como me alimentar com algo gostoso, mas infelizmente ele ainda estava dormindo, tive que pegar uma bolacha recheada e um copo de leite, comi na sala assistindo meu seriado favorito The Originals, enquanto esperava o Neymar acordar pra almoçarmos. Quando apontou 13h no relógio comecei a estranhar, Neymar nunca dorme até tarde desse jeito, normalmente ele é o primeiro a acordar.
Subi para o seu quarto, bati duas vezes na porta e não obtive resposta, então entrei do mesmo jeito. Neymar estava deitado na cama em um sono profundo, enrolado em várias cobertas. O quarto estava gelado, então desliguei o ar, sentei na pontinha da cama, acariciei seu rosto, e ele estava muito quente.
— Neymar acorda! — Mexi em seu ombro para o mesmo despertar. — Ney acordar, você está queimando em febre. — Ele resmungou, mas não acordou. Levantei da cama e puxei as cobertas o descobrindo.
— Elena eu estou morrendo de frio, porque diabos você tirou minhas cobertas? — Perguntou bravo.
— Porque você está queimando em febre, precisa levantar para tomar um remédio e um banho gelado para abaixar a febre!
— Não anjo eu to bem, não precisa se preocupar, eu só quero dormir mais um pouquinho. — Ele se virou ficando de bruços e colocando o travesseiro por cima da cabeça. Revirei os olhos, de bad boy passou para criança birrenta.
— Nada disso, vem vamos levantar. — Ele olhou pra mim, e eu arqueei a sobrancelha. — Vamos! Levanta agora. — Ele sentou na cama, colocando as mãos na cabeça. — O que foi?
— Minha cabeça ta explodindo!
— Então fica sentado aí que eu vou pegar o remédio, ta bom? — Ele assentiu. Desci as escadas correndo, peguei o remédio na caixinha de primeiros socorros, peguei um copo de suco de laranja e subi. Entrei no quarto e ele continuava na mesma posição, sua expressão mostrava o quão abatido ele estava. — Bebe isso aqui vai amor. — Entreguei o remédio e o suco pra ele, que bebeu rapidinho. — Fica deitado ai que eu vou encher a banheira, você precisa tomar um banho. — Ele deitou, e ficou quietinho na cama, encolhido por causa do frio. Fui no banheiro dele e coloquei a banheira pra encher com a água morna, coloquei sais de banho na banheira e voltei pro quarto. — Vem amor, levanta. — Estendi a mão pra ele, ele se levantou, mas não aguentou ficar em pé, quase levando nós dois pro chão. Coloquei seu braço envolta do meu pescoço e o levei pro banheiro, tirei sua calça moletom, tentando não pensar em nenhuma besteira, o mesmo tirou a cueca e entrou na banheira ainda apoiado em mim. Me sentei do lado da banheira, peguei a esponja molhei na água e comecei a passar pelos seus ombros, depois pelo peitoral, quando terminei o banho dele, esperei o mesmo se secar, e dei uma cueca pra ele vestir, o levei pra cama, o mesmo se deitou sem dizer uma única palavra.
— Hey, eu vou buscar o termômetro pra medir sua temperatura, já volto! — Ele assentiu, desci peguei o termômetro, um balde e toalhas, subi de volta para o quarto do Neymar e ele estava na mesma posição. — Manhoso, abre a boca vai. — Ele revirou os olhos mas abriu a boca, coloquei o termômetro, e fui no banheiro encher o balde com água gelada, aprendi essa técnica com a minha mãe. Voltei com o balde cheio de água gelada. — Ei amor, deita direito pra eu cuidar de você. — Ele sorriu e deitou. Peguei a toalha, molhei e passei pela sua testa, seu pescoço, e assim sucessivamente.
— Sabe, pensei que estava com raiva de mim, achei que não suportasse o fato que eu mato pessoas. — Disse com a sua voz mais rouca que o normal. O olhei intrigada e indignada ao mesmo tempo.
— Sabe, eu se fosse antes, antes dessa merda toda acontecer comigo e com a minha família, ali sim eu nunca mais iria olhar pra você, porque eu não consigo imaginar alguém sendo morto por outra pessoa, mas.. — Suspirei, e olhei nos seus olhos que fazem as minhas pernas bambear e meu coração bater compulsivamente mais rápido, ainda com a toalha molhada em sua testa. — Mas agora, eu não to mais com raiva de você por ter matado aquele homem, sim eu fiquei muito impressionada, nunca te vi daquela maneira, tão frio.. e saber que você matou ele por minha causa me deixou apavorada, porque eu não sei se eu acho isso incrível ou fico horrorizada. Mas é você Neymar.. — Acariciei sua bochecha com meu polegar. — É só você que está aqui comigo, é você que me salva todos os dias, e não to falando do Edgar, você me salva de mim mesma, todo os dias. Então não me importa quem você é na minha história, se é o vilão ou o mocinho, porque pra mim sinceramente não importa. Saber que você está disposto a matar todos que derem algum indicio de perigo a mim ainda me deixa apavorada, mas eu gosto de você assim, e nada mais me importa a não ser ter você comigo, entendeu? Eu gosto de você do jeito que você é! — Ele me puxou e me beijou, e ali eu estava em paz outra vez, estava com tanta saudades desse beijo, sentir seus lábios nos meus, sentir seu calor, a corrente elétrica que passa pelo meu corpo, quando estava sem ar encerrei o beijo com vários selinhos. Sorrimos. Ele encarava-me, parecia me ler por inteira, ler cada pensamento, ele me olhou de uma forma tão intima, como se me visse por dentro, aquele olhar como se estivesse reconstruindo por dentro o que quebrou dentro de mim essa semana longe dele.
— Anjo essa decisão pode ser a mais egoísta de toda a minha vida mas eu te quero, eu te quero só pra mim. Quero que seja eu aquele ao acordar todos os dias e ver seu sorriso tímido pela manhã, quero que seja eu que massageie seu sexo sensível após fazermos amor ou fodermos, quero que seja só eu que te conheça por completo, e não digo só cada pedacinho do seu corpo e sim da sua alma, quero saber de cada fantasma que te assombra, quero conhecer seu lado mais obscuro e o seu lado mais doce, mas eu quero tudo isso só pra mim. Você é minha Elena Trindade e eu nunca vou deixar te tirarem de mim! — Sorri, e o puxei para outro beijo mais intenso, e ali eu tive mais que certeza que eu estava completamente, loucamente, perdidamente apaixonada por Neymar, o meu vilão.
Você ainda pode ver um coração em mim?
Toda minha agonia desaparece
Quando você me envolve em seu abraço
Não me deixe mal por tudo que eu preciso
Faça do meu coração um lugar melhor.
Tradução - All I Need.*
Olá girls, voltei com mais um capítulo. Comentem muito, e semana que vem tem capítulo novo. Divulguem a histórias meninas, quanto mais comentários mais capítulos!
Enfim é isso, beijos da Cami.❤
Eu amo esse romance desses dois
ResponderExcluirA tal pessoa que defendia ela lá embaixo era ele né? Pelo menos se ela souber de tudo vai ter esse " crédito ", Continua Camiii
ResponderExcluirLeitora nova, continua logo
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